Arquivos da categoria: Artigos

Tendências mercado automotivo 2017

Nos últimos tempos, o mercado automotivo tem sofrido drasticamente os efeitos da severa crise econômica e política que atinge o Brasil. Como todos nós temos acompanhado, as vendas e a produção de veículos estão em queda e os estoques ainda continuam elevados. Diante desse cenário, surgem as questões: Será que já atingimos o fundo do poço? Será que 2017 pode ser o ano da virada? Quando voltará o crescimento? Confira as Tendências para o setor:

Em resumo, as principais expectativas apontam no sentido de que estamos nas proximidades dos patamares mais baixos de vendas e produção, que tendem a se estabilizar no curto prazo. A partir de 2017, é projetado um tímido início da retomada, que tende a crescer de forma lenta e gradual nos próximos anos.

Para que esse cenário se concretize, espera-se que haja definições na política (especialmente em relação ao mandato presidencial). Além disso, será necessária a confirmação do otimismo quanto às medidas da equipe econômica, principalmente voltadas ao controle da inflação, limitação de gastos governamentais e redução dos juros.

Adicionalmente, começa a ser observada uma reversão na tendência de queda da confiança por parte de empresários e consumidores. Mas é importante que também haja uma interrupção do aumento do desemprego e da queda da renda dos consumidores.

https://autovideos.com.br/wp-content/uploads/2016/08/MercadoAutomotivoCarros.jpg
Foto de 123RF.com, autor Elnur Amikishiyev

Analisando o panorama completo, o consenso é de que todas as possíveis melhoras deverão ocorrer bem lentamente. Para ilustrar, existem expectativas de que os níveis recordes de vendas, ocorridos em anos passados, somente poderão ser atingidos novamente entre os anos de 2023 a 2025. Dessa forma, fica clara a extensão da crise e como ela tende a trazer impactos por muito tempo ainda.

Em relação aos carros em si, observa-se que têm havido importantes mudanças no comportamento dos consumidores, especialmente comprando menos veículos das tradicionais “4 marcas grandes” (GM, Volkswagen, Fiat e Ford). Por isso, outras fabricantes têm avançado, como Hyundai, Toyota e Honda e é bastante provável que esse movimento continue.

Outro aspecto é o de que ainda deverá ocorrer uma migração das compras entre os segmentos, sendo que os principais beneficiários deverão ser os SUVs (principalmente compactos) e as picapes, que estão com muitas novidades.

Adicionalmente, também espera-se uma melhora nas exportações se o câmbio permanecer favorável e houver novos acordos comerciais do Brasil com novos parceiros. Também houve comentários sugerindo que as fabricantes também tenham mais criatividade nas formas de superação da crise (não apenas aumentando preços). Por exemplo, investimentos em inovação e elevação da produtividade seriam bem-vindos nesse sentido.

Fonte: Automotive Business

Controles alternativos no processo … Seu processo está preparado?

IATF 16949 – 8.5.6.1.1: Alteração temporária de controles de processo

Por Vitor Henrique Vaz

Conforme noticiado no segundo semestre do ano passado, a IATF (International Automotive Task Force) 16949 substituiu a ISO TS 16949:2009, e passou a ser obrigatória para a cadeia de produção automotiva. Com a atualização, surgiram novos requisitos, dentre eles o item descrito na seção 8.5.6.1.1: Alteração temporária de controles de processo, que diz:

  • Esta nova exigência de controle temporário de alterações de processo soluciona problemas experimentados pelos clientes OEM da IATF.
  • A organização deve identificar, documentar e manter uma lista de controles de processo que inclua tanto o controle de processo primário (exemplo: driver de porca automatizado) quanto o método de backup aprovado ou métodos alternativos (exemplo: chave de torque manual). A lista deve ser atualizada regularmente para refletir os controles de processo atuais e aprovados.
  • O uso de métodos de controle alternativos é considerado um processo. Portanto, espera-se que a organização gerencie adequadamente essas atividades.

IATF 16949Como o próprio nome diz, esta é uma alteração temporária, mas que pode trazer bons resultados para as empresas que a aplicarem, pois visa aumentar (ainda mais) o controle sobre as possíveis falhas processuais. Segundo a atualização, a organização deve ter uma lista mestra dos controles primários (os que já são utilizados em seus PPAPs/VDAs) e estabelecer controles alternativos para os modos de falha potenciais. Ou seja, de acordo com a norma, deverão ser criados ações de contingência (ou backup), caso o controle primário venha a falhar, por qualquer razão.

O ideal é que ambos os controle possam ser capazes de medir o processo com o mesmo nível de precisão. O acompanhamento desta listra mestra pode ser feito através de seu registro nos PFMEAs, Planos de Controle e Calibração dos sistemas de medição.

Apesar de fazer parte de uma alteração temporária, esta lista pode ser solicitada para validação do cliente, por isso, deve ser elaborada criteriosamente.

A rastreabilidade é outro ponto importante para este requisito, por isso, a organização deverá manter a documentação sobre os controle primários e alternativos atualizada, mostrando a ocorrência da utilização de cada um deles.

Abaixo, listamos algumas práticas que podem ajudar no atendimento deste requisito:

  • Elaborar uma lista de todos os controles do processo, elencando métodos primários e alternativos (de backup) aprovados.
    • -Leve em consideração TODOS os controles realizados – inspeção (visual ou eletrônica), medição (através de dispositivos aprovados), try-out, poka-yoke, etc.
    • -O meio mais recomendado para aprovação dos sistemas de medição e métodos de backups é a realização do MSA, quando aplicável.
  • Utilizar o FMEA como método de documentação e avaliação dos métodos de controle. O uso desta técnica será um meio importante de manter a documentação atualizada e rastreável, baseada no histórico de revisões e lições aprendidas que será construído dentro do FMEA / Plano de controle.
    • FMEA e Plano de Controle são documentos “vivos”, que estão sempre sob atualização constante
    • As ferramentas e índices de avaliação do FMEA podem ser grandes aliados na avaliação dos métodos de controle.
    • A ligação entre FMEA e Plano de Controle deve ser intrínseca, visando a confiabilidade do processo e análise.
  • Estabelecer instruções de trabalho para os operadores, visando facilitar a compreensão de cada metódo de controle utilizado.
    • As IT devem ser baseadas na abordagem utilizada no Plano de Controle.
    • A verificação das operações deve ser frequente, buscando a garantia da implementação correta  e manutenção das ações.

-E vocês, o que acharam desta alteração? Deixem sua opinião sobre a norma.

[divider]

-IATF-16949 tem como foco a mentalidade de risco: Prevenir, evitar a ocorrência das não-conformidades.

-Saiba como elaborar o seu FMEA – Baixe o ebook gratuito

Tecnologia na gestão do mercado automotivo

 – É Hora de tecnologia na gestão do mercado automotivo

Por Vitor Henrique Vaz

 Uma pesquisa recente mostrou que mais de 75% do mercado norte americano utiliza planilhas para atender aos vários formulários técnicos relacionados aos desenvolvimento de produtos e processos (FMEA, Plano de Controle), Análise dos Sistemas de Medição (MSA), Controle Estatístico do Processo (CEP), e lançamento do produto (PPAP), que são partes do Planejamento Avançado do da Qualidade do Produto (APQP).

Tecnologia na gestão do mercado automotivo

Software de APQP/PPAP – QualityManager®

Os resultados corroboram a transformação digital iminente que a cadeia de suprimentos automotiva deve passar, para melhoria dos resultados na industria através da utilização de ferramentas específicas para controle das Core Tools – como o QualityManager®.

Usualmente, a implantação de software e informatização é um processo que tem custos elevados, impossibilitando que empresas com limitação de recursos possam investir nesse tipo de tecnologia. Isto caracteriza parte do grande desafio do cenário atual, que ainda conta com reflexos de um ano de 2016 deficitário, é que as pequenas e médias empresas possam trabalhar em igualdade de condições com empresas de maior expressão. Por isso, o QualityManager® busca uma abordagem diferenciada na cadeia de suprimentos automotiva, através da disponibilização de uma ferramenta completa, com custos acessíveis e suporte integral, garantindo a implementação facilitada da ferramenta e elevação dos padrões de qualidade das pequenas e médias empresas.

Pesquisa de Expectativas 2017

-Sejamos otimistas com o ano de 2017…

Por Guilherme Malatesta

Depois de passar por um ano de regressão, com a crise de 2016, as expectativas para 2017 indicam não só uma estabilização do setor automotivo, mas também um leve crescimento.

Um estudo conduzido em janeiro de 2017, por uma das grandes pesquisadoras do mundo automotivo, contou com cerca de 450 participantes de diversas áreas do setor e também com 251 executivos de alto nível de senioridade, com o intuito de coletar suas opiniões e expectativas para o cenário atual e futuro do setor automobilístico.

Os participantes, em sua maioria, concordaram que 2017 será o ano em que o setor irá se estabilizar e dará início ao processo de recuperação, inicialmente com um leve crescimento em 2017. Os especialistas afirmam que o responsável por grande parte dessa recuperação, será a venda de veículos seminovos, onde os principais fatores que farão os clientes voltarem a comprar, serão a disponibilidade de crédito e a volta da confiança no mercado. Os profissionais das áreas voltadas para as montadoras, dizem que o foco será o pós-venda e seminovos, já os consumidores entrevistados, dizem que visam custo com manutenção. Em geral, a maiorias dos entrevistados se mostraram mais otimistas com a exportação em 2017

A cadeia toda encontra-se sobre pressão de lucratividade – ao longo dos últimos anos, diversas ações já foram tomadas para ajustar a base de custos e olhando para frente, as empresas começam a pensar em como reestruturar a geração de receitas (exportações, reposição, veículos usados).

Em suma, o olhar para 2017 é otimista, torna-se necessário aproveitar a oportunidade de recuperação, investindo nessa retomada, mas claro não se esquecendo de controle de gastos e uma boa gestão.

 

Órgão realizador da pesquisa: Automotive Business

A retomada da indústria automotiva

– Devemos nos preparar para a retomada do setor automotivo

Por Guilherme Malatesta

Definitivamente, o ano de 2016 não foi um dos melhores para o setor automotivo. Em consequência do déficit do setor, o objetivo principal para garantir a sobrevivência de grande parte das empresas passou a ser o controle de gastos.

Sem qualquer prognóstico sobre quando haveria uma melhora, foi necessário redobrar a cautela nas tomadas de decisão, pois num momento como esse, um erro estratégico poderia custar muito caro.

Por maior importância que tenha assumido a política de contenção de custos, a qualidade do produto e do processo são fatores primordiais para qualquer empresa, e que não podem ser afetados, independentemente de qualquer situação. Por isso, mesmo num ano de adversidade, não foram noticiadas altas nos índices de falhas de qualidade ou insatisfação dos clientes com relação ao produto.

Mesmo com a  instabilidade ainda presente no cenário econômico e político do país, indicadores apontam uma leve retomada do setor no ano de 2017. Na pior das hipóteses, haverá uma estabilização das indústrias, com possibilidade de crescimento ainda neste ano.

Para aumentar a possibilidade de que esse crescimento aconteça, é necessário otimismo! É preciso voltar a acreditar no potencial do país, e preparar-se para o possível aumento da demanda do mercado.

No que se diz respeito a uma possível retomada, este é o período em que as indústrias devem revisar todos os processos de manufatura enxuta, com o auxílio de SGQ (Sistemas de Gestão da Qualidade) responsáveis por atacar fortemente os desperdícios de todos os processos da empresa. São quatro os pilares que geram excelência operacional: operações, produtos, sistemas e funcionários.

Para as indústrias que contam com todos os quatro pilares bem estruturados e objetivados a
aperfeiçoar a qualidade da empresa, a oportunidade de crescimento com a retomada é certa. Além de uma qualidade satisfatória, é necessário um serviço empenhado a atender a demanda de todos os clientes, colocando sempre a satisfação em primeiro lugar, para isso, o pilar de sistemas de gestão das qualidade é essencial.

A união e a integração de todos os elos da empresa torna-se muito importante, tanto para debates de dificuldades, quanto para desenvolvimento de trabalho em equipe. Agindo assim, no momento da retomada a empresa estará antecipadamente preparada.

Chega agora, o momento de se aperfeiçoar e praticar estes conceitos, pois não se sabe ao certo a rapidez em que essa retomada se aproxima. Historicamente, as empresas que não se preparam para o crescimento são deixadas para trás.

 

IATF 16949 – 8.5.6.1.1: Alteração temporária de controles de processo

-Plano A, Plano B, Plano C… Seu processo está preparado?

Por Vitor Henrique Vaz

Conforme noticiado no segundo semestre do ano passado, a IATF (International Automotive Task Force) 16949 substituiu a ISO TS 16949:2009, e passou a ser obrigatória para a cadeia de produção automotiva. Com a atualização, surgiram novos requisitos, dentre eles o item descrito na seção 8.5.6.1.1: Alteração temporária de controles de processo, que diz:

  • Esta nova exigência de controle temporário de alterações de processo soluciona problemas experimentados pelos clientes OEM da IATF.
  • A organização deve identificar, documentar e manter uma lista de controles de processo que inclua tanto o controle de processo primário (exemplo: driver de porca automatizado) quanto o método de backup aprovado ou métodos alternativos (exemplo: chave de torque manual). A lista deve ser atualizada regularmente para refletir os controles de processo atuais e aprovados.
  • O uso de métodos de controle alternativos é considerado um processo. Portanto, espera-se que a organização gerencie adequadamente essas atividades.

Como o próprio nome diz, esta é uma alteração temporária, mas que pode trazer bons resultados para as empresas que a aplicarem, pois visa aumentar (ainda mais) o controle sobre as possíveis falhas processuais. Segundo a atualização, a organização deve ter uma lista mestra dos controles primários (os que já são utilizados em seus PPAPs/VDAs) e estabelecer controles alternativos para os modos de falha potenciais. Ou seja, de acordo com a norma, deverão ser criados ações de contingência (ou backup), caso o controle primário venha a falhar, por qualquer razão.

O ideal é que ambos os controle possam ser capazes de medir o processo com o mesmo nível de precisão. O acompanhamento desta listra mestra pode ser feito através de seu registro nos PFMEAs, Planos de Controle e Calibração dos sistemas de medição.

Apesar de fazer parte de uma alteração temporária, esta lista pode ser solicitada para validação do cliente, por isso, deve ser elaborada criteriosamente.

A rastreabilidade é outro ponto importante para este requisito, por isso, a organização deverá manter a documentação sobre os controle primários e alternativos atualizada, mostrando a ocorrência da utilização de cada um deles.

-E vocês, o que acharam desta alteração? Deixem sua opinião sobre a norma.