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Autopeças consolidam fase de recuperação

Desempenho do setor volta a ficar positivo após três anos

PEDRO KUTNEY, Automotive Business

“Após três anos de crise aguda, 2017 foi um ano de recuperação para o setor de autopeças, que deixa boas perspectivas de novo crescimento em 2018”, definiu Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, ao fazer o balanço do ano e traçar projeções para o próximo. A entidade, que reúne cerca de 400 fabricantes de componentes, calcula expressivo crescimento de 22% sobre 2016 no faturamento das empresas associadas, que deve atingir quase 77 bilhões, o melhor resultado desde 2014 (R$ 80 bilhões), mas ainda distante do recorde de R$ 91,2 bilhões registrado no início da década, em 2011. Ioschpe aponta que o importante é a tendência de continuação do ritmo positivo. A expectativa é de nova expansão de 7,4% das vendas domésticas e externas, somando R$ 82,6 bilhões ao fim de 2018.

O maior crescimento no faturamento, de 33,5% em 2017 sobre 2016, foi observado nas vendas diretas às linhas de montagem, responsáveis por 63% das compras de autopeças, impulsionadas pelo avanço superior a 20% na produção de veículos no País este ano. Para 2018 o Sindipeças projeta nova expansão de 9% nos negócios com as montadoras.

“De 2014 a 2016 vivemos a maior crise que se tem notícia no setor, não voltamos aos níveis de 2013, mas 2017 já apresenta recuperação bastante razoável e acima das nossas expectativas. É preciso lembrar que no início do ano esperávamos crescimento bem mais tímido do faturamento, em torno de 6%, para R$ 69 bilhões”, comparou Ioschpe. Segundo ele, para 2018 o Sindipeças prefere manter uma projeção que classificou como “conservadora”, devido a fatores como o esperado crescimento das importações de peças e veículos completos.

MERCADO EXTERNO

As exportações de autopeças, majoritariamente destinadas ao mercado de reposição ou para empresas multinacionais de um mesmo grupo, também apontam para cima, devem somar US$ 7,4 bilhões em 2017, valor quase 13% superior ao de 2016, e para 2018 é esperada nova alta de 6,5%, para US$ 7,9 bilhões. “Aumentamos nossa competitividade e partimos em busca de clientes”, afirma Ioschpe, citando a participação do Sindipeças e seus associados em quatro feiras internacionais este ano, além de duas missões comerciais ao exterior e dois eventos para compradores estrangeiros realizados no Brasil.

O dirigente lembra ainda que as vendas de veículos brasileiros no exterior crescem acima de 50% este ano, para nível recorde de 750 mil unidades, e no ano que vem os fabricantes falam em exportar 1 milhão. “Isso com certeza nos ajuda a vender mais fora do País”, afirma Ioschpe. “O importante é que aprendemos com a crise a não depender excessivamente do mercado doméstico, colocamos foco em exportar e isso deve continuar pelos próximos anos”, avalia.

No sentido contrário, as importações também estão crescendo com valores acima do das exportações. As peças estrangeiras devem somar US$ 12,8 bilhões este ano, em avanço de 8,4% sobre 2016, o que resulta em expansão de 2,6% no déficit da balança comercial do setor, para US$ 5,4 bilhões. Conforme prevê o Sindipeças, essa tendência deve se aprofundar em 2018: as compras externas de componentes estão projetadas em US$ 15,5 bilhões, alta de 21%, fazendo o saldo negativo da balança subir 41%, a US$ 7,6 bilhões.

“De fato as importações estão acelerando mais rápido do que as exportações. O principal fator para isso são os lançamentos de vários novos modelos que, de início, são fabricados com maior número de componentes importados”, explica Ioschpe. “O que temos de fazer é continuar com o trabalho de acelerar as exportações com a busca de novos mercados, principalmente fora da América do Sul, como já estamos fazendo. Estamos melhores do que antes, mas ainda somos tímidos em mercados externos na comparação com outros países”, diz.

CAPACIDADE E INVESTIMENTOS

Com o crescimento na produção de veículos no País e nas exportações de autopeças, a ociosidade das fábricas vem sendo reduzida mês a mês este ano. A média de ocupação chegou a 68% em outubro passado, resultado ainda abaixo dos 75% de 2013, mas já bastante superior aos 51% observados um ano antes. Com isso, investimentos e empregos também estão voltando a crescer no setor.

O conjunto de cerca de 250 empresas que reportam dados ao Sindipeças, que agregam 90%$ do faturamento dos associados, informam expressivo aumento porcentual de 19% nos investimentos deste ano, somando em torno de R$ 1,9 bilhão, mas é esperada expansão bem maior para 2018, de 35%, para 2,5 bilhões. “A maior parte desses aportes é para o desenvolvimento de novos produtos e melhorias na produção para aumentar a competitividade, pois no momento não há necessidade de aumento de capacidade”, explica Ioschpe.

O avanço do número de postos de trabalho se dá em ritmo bem mais lento. O setor deve fechar o ano com 164,6 mil empregados, em ligeira alta de 1,5% sobre 2016, e para 2018 é esperado aumento de 5% no contingente, para 172,8 mil pessoas. “Como não há necessidade de expansão da capacidade, também não houve grande número de contratações, mas a volta daqueles que estavam afastados em layoff”, pontua o dirigente.

FUTURO

Para os próximos anos, o Sindipeças trabalha com a expectativa de que a economia siga em crescimento moderado, descolada das influências da política. “É difícil dizer o que vai acontecer depois das eleições do ano que vem, mas o que se espera é a continuação de uma construção macroeconômica responsável, com lições aprendidas”, avalia Ioschpe. “O fato é que as perspectivas estão melhores, seguimos conservadores, mas até pouco tempo não víamos no horizonte a produção de 3 milhões de carros no País em 2020”, completa. A entidade projeta produção de 2,8 milhões em 2018, de 2,9 milhões em 2019 e 3 milhões em 2020, chegando a 3,3 milhões em 2022.

Sobre as discussões em torno do Rota 2030, o novo programa de desenvolvimento do setor automotivo que se encontra empacado em divergências com a Fazenda sobre incentivos fiscais, Ioschpe diz que “não é importante se o plano vai ser este ano ou se fica para depois, o importante é que saia o mais rápido possível com regras claras e preocupação com o desenvolvimento da cadeia de fornecedores, com visão de curto, médio e longo prazos”, diz. Para ele, é razoável o incentivo à pesquisa e inovação direcionado também ao setor de autopeças: “É preciso aumentar o alcance dos programas já existentes para incentivar a própria industrialização do País”, defende.

Fonte: [Automotive Business]

Produção de veículos dá salto de 22,4% até julho

produção de veículos segue se fortalecendo, ainda que o mercado interno não tenha apresentado evolução consistente recentemente. De janeiro a julho saíram das fábricas brasileiras 1,48 milhão de veículos leves e pesados, com expansão de 22,4% na comparação com igual intervalo de 2016. As informações são da Anfavea, entidade que representa os fabricantes do setor. “Projetamos chegar ao fim do ano com a produção de 2,6 milhões de unidades. Não planejamos revisar este número, mas espero errar e alcançar resultado ainda maior”, admite Antonio Megale, presidente da associação.

Os resultados do acumulado dos sete meses do ano indicam que a ambição é realizável. Os dados isolados de julho apontam para produção de 224,7 mil veículos, com alta de 5,9% na comparação com junho e de 17,9% sobre o resultado de um ano atrás. Ao longo do ano, houve aumento em todos os segmentos. Foram fabricados 1,43 milhão de veículos leves, com expansão de 22,6%. Entre os caminhões, saíram 43,2 mil unidades das linhas de montagem, com alta de 19%. Já a produção de ônibus avançou 12,9% de janeiro a julho, para 12,2 mil chassis.

 

OCIOSIDADE SEGUE ELEVADA 

O bom ritmo de recuperação da produção de veículos não resolveu a persistente ociosidade nas fábricas de veículos. A Anfavea calcula que, no começo do ano, 54% da capacidade instalada estava sem utilização, índice que caiu para 49% atualmente – um patamar ainda elevado. “Se imaginarmos que a indústria brasileira tem potencial para fazer quase 5 milhões de veículos, vemos que perto da metade disso vai seguir sem ocupação com a produção prevista para este ano”, calcula Megale. O problema segue maior para as fabricantes de veículos pesados, que ainda enfrentam ociosidade superior a 70%.

O mercado interno contribuiu pouco para o aumento do ritmo das fábricas este ano. Algo que pode mudar entre agosto e o fim do ano, que são meses tradicionalmente mais fortes em volume de emplacamentos. O maior estímulo para o aumento da produção veio das exportações, que somaram 439,5 mil unidades até julho, um recorde para o período.

Em paralelo, ainda que o mercado nacional tenha encolhido, diminuiu a participação dos carros importados nas vendas para apenas 11% nos sete meses do ano, dando mais espaço para os modelos feitos aqui. Este índice era de 13,3% em 2017 e de 17,6% em 2014. “Com o fim do Inovar-Auto e, consequentemente, do adicional de 30 pontos no IPI feitos fora do Brasil, a presença dos importados nas vendas deve aumentar gradualmente a partir do ano que vem. Um patamar saudável está entre 15% e 20%”, estima Megale, reconhecendo que há certa artificialidade no número atual.

 

ESTOQUES E EMPREGOS ESTÁVEIS

O nível de estoques teve redução sensível de 1% em números absolutos para 217,7 mil veículos armazenados entre as concessionárias e os pátios das fábricas, o equivalente a 36 dias de vendas no patamar registrado em julho. A variação é parecida com a do número de empregos nas montadoras, que sofreu redução de 1,3% para 125,1 mil pessoas. Deste total, 12,1 mil funcionários passam atualmente por algum regime de afastamento de sua jornada normal de trabalho: 3,2 mil deles em layoff, a suspensão temporária do contrato, e 8,9 mil no PSE (Programa de Sustentação do Emprego).

O número de pessoas em regime de redução da jornada, no entanto, está em queda. Em junho ele chegava a 12,5 mil trabalhadores. Gradualmente as montadoras começam a retomar a produção. MAN e Volkswagen, por exemplo, já saíram do PSE.

Volkswagen quer voltar ao segundo lugar no Brasil em 2018

Volkswagen traçou estratégia para retomar o segundo lugar em volume de vendas do mercado brasileiro de veículos em 2018. Essa é a intenção, segundo David Powels, presidente da montadora no Brasil e América do Sul. “O objetivo não é a liderança, mas o resultado (financeiro) positivo e sermos dominantes, em primeiro ou segundo. Acho que o terceiro lugar é muito fraco para a Volkswagen, que merece mais”, diz o executivo. Desde 2014 a marca baixou para a terceira colocação no ranking nacional e assim permanece até o fim do último semestre, segundo dados de emplacamentos.

Powels viu a empresa que hoje comanda na posição que acha mais apropriada (segundo lugar) entre 2002 e 2007, quando trabalhou como vice-presidente de finanças da Volkswagen do Brasil, período em que também entregava lucros à matriz na Alemanha – ou seja, cumpria ambos os objetivos. Naquele ano em que chegou aqui, a marca alemã perdeu para a Fiat a liderança de vendas que manteve por décadas, desde os anos 1960, mas conseguiu se segurar na vice-liderança até o fim de 2013. No ano seguinte, 2014, caiu para a terceira colocação do ranking e lá permanece com perdas sucessivas de participação.

Outro dado negativo enfrentado por Powels desde o seu retorno ao País, em 2015, é que a última linha do balanço da subsidiária ganhou a coloração vermelha de prejuízo – e assim deve ficar este ano também. “Todo mundo faz prejuízo no Brasil hoje, não dá para lucrar com esse mercado como está”, resume.

Com a renovação completa do portfólio de produtos da Volkswagen na região, programada para acontecer nos próximos três anos entre o fim de 2017 até 2020, Powels avalia que a marca voltará gradualmente à sua posição de maior dominância no mercado brasileiro, ocupando uma das duas colocações do alto do ranking nacional de emplacamentos. “Com os lançamentos que vamos fazer já a partir de novembro, quando chega o novo Polo, logo depois com o Virtus e (os importados) Tiguan de sete lugares e novo Jetta, temos condições de voltar ao segundo lugar em 2018”, diz.

Powels projeta que a Volkswagen pode vender perto de 300 mil veículos no Brasil este ano. Se isso acontecer, será mais que o dobro dos 125 mil vendidos no primeiro semestre, ou aumento de cerca de 30% em comparação com os 228 mil de 2016 – quando a montadora foi bastante prejudicada pela disputa comercial com o fornecedor de estruturas dos bancos e deixou de produzir 150 mil carros no ano. Com o problema resolvido, a estimativa é que a produção vai passar dos 400 mil este ano, para atender também as exportações, que já somaram quase 90 mil só nos primeiros seis meses do ano.

A confiança na volta do crescimento da marca no Brasil é refletida no número de concessionárias da marca, que com 545 pontos de venda (controlados por 237 grupos) segue sendo a maior rede do País. Powels diz que não há planos de reduzir este número: “Para o mercado de hoje é muito grande, mas não para o futuro, quando vamos voltar a crescer”, afirma.

PLANOS

Segundo planos já divulgados, a ofensiva de lançamentos da Volkswagen no Brasil prevê a produção do novo hatch Polo, a ser lançado em novembro, e do sedã derivado Virtus no início de 2018 na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. A estes dois, sobre a mesma plataforma MQB-A0, deve se juntar um SUV pequeno, cujo nome especulado pela imprensa é T-Cross. Em Taubaté fica concentrada a fabricação de Up!, Gol e Voyage – estes dois últimos modelos ficam deslocados em meio às renovações. “Não vou responder isso”, diz Powels em resposta à pergunta sobre o qual é o futuro do Gol.

Já a planta de São José dos Pinhais, no Paraná, receberá nos próximos dois anos um outro SUV a ser feito sobre a plataforma MQB do Golf (possivelmente chamado T-Roc) e uma nova picape, que a VW esconde se vai ou não substituir a Saveiro. “Não sei, pode ser que sim ou que não”, desvia Powels. Ele é bem mais assertivo sobre o futuro do Golf no País, admitindo que as vendas do segmento de hatches médios caíram demais, mal chegam a 2% do mercado brasileiro atualmente. “Vamos ver como fica, mas se continuar assim com vendas muito baixas poderemos interromper a fabricação”, revela. Também está em estudo a produção de mais um SUV na Argentina, que certamente abastecerá o Brasil.

 

 

Fonte:  Automotive Business

As vendas de autopeças obtêm alta de 16,2%

As vendas de autopeças no acumulado dos primeiros cinco meses do ano cresceu 16,2% sobre o mesmo período de 2016. O desempenho do setor continua contando com a ajuda dos negócios com as montadoras, que aumentaram 16,2% por causa dos maiores volumes de exportação de veículos.

Como resultado, as empresas de autopeças registraram no mês de maio 66% de utilização de sua capacidade instalada, o maior índice desde maio de 2015. O fato, contudo, não foi suficiente para impedir a queda de 2,5% no nível de emprego no acumulado dos cinco primeiros meses de 2017.

Os números são do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e foram elaborados a partir de informações fornecidas por 64 associados que respondem por 32% do faturamento do setor.

O segmento de reposição registrou ligeira queda de 1,3%, compreensível diante dos bons resultados obtidos em 2016. As exportações de autopeças em dólares revelam acréscimo de 3,74%. Desde outubro de 2016 as vendas ao exterior detêm uma fatia ligeiramente maior no faturamento do que o mercado de reposição. Essa superioridade foi de quase um ponto porcentual na média dos últimos oito meses.

Controles alternativos no processo … Seu processo está preparado?

IATF 16949 – 8.5.6.1.1: Alteração temporária de controles de processo

Por Vitor Henrique Vaz

Conforme noticiado no segundo semestre do ano passado, a IATF (International Automotive Task Force) 16949 substituiu a ISO TS 16949:2009, e passou a ser obrigatória para a cadeia de produção automotiva. Com a atualização, surgiram novos requisitos, dentre eles o item descrito na seção 8.5.6.1.1: Alteração temporária de controles de processo, que diz:

  • Esta nova exigência de controle temporário de alterações de processo soluciona problemas experimentados pelos clientes OEM da IATF.
  • A organização deve identificar, documentar e manter uma lista de controles de processo que inclua tanto o controle de processo primário (exemplo: driver de porca automatizado) quanto o método de backup aprovado ou métodos alternativos (exemplo: chave de torque manual). A lista deve ser atualizada regularmente para refletir os controles de processo atuais e aprovados.
  • O uso de métodos de controle alternativos é considerado um processo. Portanto, espera-se que a organização gerencie adequadamente essas atividades.

IATF 16949Como o próprio nome diz, esta é uma alteração temporária, mas que pode trazer bons resultados para as empresas que a aplicarem, pois visa aumentar (ainda mais) o controle sobre as possíveis falhas processuais. Segundo a atualização, a organização deve ter uma lista mestra dos controles primários (os que já são utilizados em seus PPAPs/VDAs) e estabelecer controles alternativos para os modos de falha potenciais. Ou seja, de acordo com a norma, deverão ser criados ações de contingência (ou backup), caso o controle primário venha a falhar, por qualquer razão.

O ideal é que ambos os controle possam ser capazes de medir o processo com o mesmo nível de precisão. O acompanhamento desta listra mestra pode ser feito através de seu registro nos PFMEAs, Planos de Controle e Calibração dos sistemas de medição.

Apesar de fazer parte de uma alteração temporária, esta lista pode ser solicitada para validação do cliente, por isso, deve ser elaborada criteriosamente.

A rastreabilidade é outro ponto importante para este requisito, por isso, a organização deverá manter a documentação sobre os controle primários e alternativos atualizada, mostrando a ocorrência da utilização de cada um deles.

Abaixo, listamos algumas práticas que podem ajudar no atendimento deste requisito:

  • Elaborar uma lista de todos os controles do processo, elencando métodos primários e alternativos (de backup) aprovados.
    • -Leve em consideração TODOS os controles realizados – inspeção (visual ou eletrônica), medição (através de dispositivos aprovados), try-out, poka-yoke, etc.
    • -O meio mais recomendado para aprovação dos sistemas de medição e métodos de backups é a realização do MSA, quando aplicável.
  • Utilizar o FMEA como método de documentação e avaliação dos métodos de controle. O uso desta técnica será um meio importante de manter a documentação atualizada e rastreável, baseada no histórico de revisões e lições aprendidas que será construído dentro do FMEA / Plano de controle.
    • FMEA e Plano de Controle são documentos “vivos”, que estão sempre sob atualização constante
    • As ferramentas e índices de avaliação do FMEA podem ser grandes aliados na avaliação dos métodos de controle.
    • A ligação entre FMEA e Plano de Controle deve ser intrínseca, visando a confiabilidade do processo e análise.
  • Estabelecer instruções de trabalho para os operadores, visando facilitar a compreensão de cada metódo de controle utilizado.
    • As IT devem ser baseadas na abordagem utilizada no Plano de Controle.
    • A verificação das operações deve ser frequente, buscando a garantia da implementação correta  e manutenção das ações.

-E vocês, o que acharam desta alteração? Deixem sua opinião sobre a norma.

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-IATF-16949 tem como foco a mentalidade de risco: Prevenir, evitar a ocorrência das não-conformidades.

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IATF 16949:2016 – Mentalidade de Riscos

A mentalidade de riscos é um dos fundamentos base na IATF-16949, assim como acontece na ISO 9001:2015. Neste caso, a intenção é substituir o conceito de ações preventivas pela mentalidade de riscos, objetivando não somente a minimização da ocorrência de falhas, mas sim, orientar o pensamento dos envolvidos para uma cultura de prevenção e não a criação de um processo descrito através de procedimentos. Na IATF 16949, foi acrescentada uma série de requisitos específicos relacionados com o risco, visando minimizar a probabilidade de falha durante o desenvolvimento e maximizar a realização potencial das atividades planejadas durante o programa.

Estes requisitos são resultado das melhores práticas da indústria, e destinadas a trazer mais estabilidade às organizações, através da identificação e mitigação dos riscos. É importante salientar o envolvimento da alta gerência neste processo, para que a mudança cultural possa ser difundida entre todas as rotinas da empresa. Dentro deste escopo, as responsabilidades incluem:

  • Realização de análises de planejamento de contingência
  • Identificação e suporte de proprietários de processos (Donos do processo)
  • Participação no processo de escalonamento relacionado à segurança do produto
  • Garantir a consecução das metas de desempenho dos clientes e dos objetivos de qualidade
  • Implementar iniciativas de responsabilidade corporativa (Política de denúncia de irregularidades)

IATF 16949A IATF 16949 exige que “as organizações assegurem a conformidade de todos os produtos e processos, incluindo peças de serviço e aqueles que são terceirizados”. Ou seja, a organização é responsável, em última instância, sobre qualquer ocorrência dentro do processo, independentemente de qual foi o ponto de origem da possível falha. Por isso, mais do que nunca é preciso que a organização estabeleça métodos que possam mitigar o risco de não conformidades, desde o início de sua cadeia de suprimentos.

Um fator que pode contribuir para o aumento da confiabilidade ao longo da cadeia produtiva é a utilização de ferramentas informatizadas, sistemas de gestão que possam diminuir as distâncias e melhorar a comunicação dos envolvidos entre os pontos chave do processo. O QualityManager® é uma alternativa interessante neste quesito, por ser uma ferramenta de gestão voltada ao processo automotivo, que auxilia aos envolvidos na obtenção de uma mentalidade de prevenção de riscos e mitigação dos problemas, com alta rastreabilidade e agilidade no acesso das informações.

Para o planejamento do projeto e desenvolvimento, a norma acrescenta controle adicionais para gestão, reforçando sempre o conceito de “equipe multidisciplinar” durante a realização das tarefas, até a conclusão, na aprovação do produto. Além do projeto, a norma também adiciona novos requisitos para abordar especificamente o desenvolvimento de processos de fabricação, que podem ter os mesmos requisitos de produção especificados para o produto. No entanto, os clientes muitas vezes exigem o uso de ferramentas específicas do setor automotivo, como capturar e analisar o risco através de um PFMEA, que pode se tornar um grande aliado das organizações para o conceito de mentalidade de riscos. Essas considerações estão incluídas na IATF 16949 na tentativa de mitigar o risco o quanto antes.


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Fonte: QualityManager®

O fundo do poço e a mola 2017

Roberto Nasser.

Muitos apostam em reação.

Ditado popular garante: fundo de poço tem mola. Ou seja, há reação rápida quando se atinge o ponto mais baixo da escala. No caso da indústria automobilística há anos se busca o fundo do poço e sua imaginada mola, porém sem resultados. Vendas vêm caindo ano após ano, crendo fechar 2016 com pouco mais de 2 milhões de unidades comercializadas. Na prática, marcha à ré de 10 anos.

Há, entretanto, previsões otimistas. Da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, imaginando choque no fundo do poço, trava na queda e reação da suposta mola, fazendo vendas crescer em 5% ou 6%. Carlos Zarenga, presidente da GM Brasil, com olhar de CFO – ele é o chefe de finanças da marca na América do Sul –, é mais otimista. Para ele a mola é mais forte e reativa. O impacto contra a base do poço ocorrerá ao fim do primeiro trimestre, com previsível crescimento de vendas a 10% sobre os números de 2016.   Os vindos do poço Indústria automobilística funciona olhando horizontes distantes e daí os resultados do dia são apenas componentes da conta. Influenciam investimentos, mas não os impedem. E por conta disso, mesmo com problemas, mercado e suas vendas devem ser aproveitados. Muitas novidades previstas para 2017.

Fonte: Automotive Business

Anfavea espera fortes altas de produção

A associação dos fabricantes de veículos, a Anfavea, espera por “fortes altas de produção” nos últimos dois meses de 2016 para atingir a projeção da entidade, que insiste na expectativa de quase 2,3 milhões de veículos produzidos este ano, em baixa de 5,5% sobre 2015. O ritmo das fábricas até agora, no entanto, desmente essa estimativa. De janeiro a outubro foram produzidas 1,74 milhão de unidades, em baixa de 17,7% ante o mesmo período do ano passado. Para chegar ao número da Anfavea, seria necessário fabricar mais 560 mil, ou 280 mil em cada um dos dois meses que faltam para o fim de 2016. Parece inverossímil, já que em nenhum mês deste ano as fabricantes sequer chegaram a 200 mil veículos montados.

Antonio Megale, presidente da Anfavea, avalia que novembro será um mês importante para a produção: “Devemos alcançar número até superior ao do mesmo mês do ano passado (175,1 mil), porque duas associadas que tiveram problemas com fornecimento de peças devem retomar o ritmo com mais força, e todos os fabricantes dizem que vão intensificar esforços para atender aumento da demanda de exportações e também do mercado interno, que deve começar a mostrar algum aquecimento e refletir na prática os indicadores que apontam para o aumento da confiança do consumidor”, pondera.

Em outubro já houve ligeira alta de 2,3% na produção sobre setembro, com 174,1 mil unidades montadas, mas na comparação com o mesmo mês de 2015 o índice segue acentuadamente negativo em 15,1%.

Mas não houve aumento de estoques, que caíram de 212,5 mil veículos em setembro para 209,2 mil em outubro, o suficiente para 40 dias de vendas. “É um volume adequado”, considerou Megale.

EMPREGO

Uma incógnita que se coloca no horizonte é a real capacidade de recuperação da produção, tendo em vista que os fornecedores e as montadoras reduziram bastante o quadro de funcionários nos últimos dois anos, assim talvez não tenham fôlego para elevar o ritmo se o aquecimento vier. De outubro de 2015 para 2016, os fabricantes de veículos fecharam 9.170 vagas, baixando em 7% o efetivo, de 132.848 para 123.678 empregados (somando montadoras de veículos e de máquinas agrícolas e rodoviárias).

Megale destaca, no entanto, que já houve uma redução no número de empregados afastados de seus postos de trabalho: 2,4 mil estão em layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho) e 5,3 mil em regime de redução de horas e salários, dentro do Programa de Proteção ao Emprego (PPE). “Este número já foi maior e agora se estabilizou”, disse.

Autopeças faturam 5,1% a mais em agosto

O faturamento do setor de autopeças em agosto registrou importante alta de 5,1% sobre julho e de 15,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano as fabricantes faturaram apenas 0,36% a menos do que em iguais meses de 2015. Nestes oito meses as vendas para as montadoras recuaram 1,7%. As exportações diminuíram 2,2% em reais e 16% quando convertidas em dólares. O faturamento semelhante ao do mesmo período de 2015 foi possível pelo crescimento de 3,6% das vendas ao mercado de reposição.

Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Esses dados são elaborados a partir de pesquisa mensal feita com 64 empresas que representam 33,2% do faturamento total da indústria de autopeças no Brasil. As vendas intrassetoriais tiveram alta expressiva de 15,1%, mas estas têm pequena representatividade no faturamento do setor (por volta de 3,5% atualmente).

O Sindipeças recorda que as sucessivas quedas nas exportações fizeram com que a participação porcentual das montadoras no desempenho do setor aumentasse, mesmo com volume de vendas menor.

O emprego nacional no setor de autopeças acumula queda de 15,1% no confronto com os mesmos oito meses de 2015. O acompanhamento mensal do Sindipeças também revela que a capacidade ociosa continua elevada. Desde abril de 2016 ela registrava índices acima de 50%. Em agosto apontou 49,5%.

Fonte: Automotive Business

Brasil avança no diálogo por acordo automotivo com Paraguai

Ministro Marcos Pereira pretende fechar um acordo, ainda este ano, de importação e exportação de veículos com o Paraguai.

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, afirmou, nesta terça-feira (4), que o Brasil avança no diálogo para tentar fechar, ainda este ano, um acordo automotivo com o Paraguai. Ao participar da Reunião do Fórum Nacional de Desenvolvimento Produtivo, no Palácio do Planalto, Pereira avaliou de forma positiva a viagem do presidente Michel Temer à Argentina e ao Paraguai.

“Estamos avançando no diálogo com o ministro Gustavo Leite, que é o ministro da Indústria do Paraguai, para tentarmos, ainda neste ano, fechar um acordo automotivo, um acordo de importação e exportação de veículos, facilitando como já existe hoje há algum tempo com a Argentina”, disse Pereira, que acompanhou a comitiva presidencial nos dois países.

Na Argentina, Marcos Pereira assinou dois memorandos de entendimento com o ministro da Produção do país vizinho, Francisco Cabrera, para facilitar o comércio entre micro, pequenas e médias empresas entre os dois países.

“Assinei dois memorandos de entendimento (…) para que possamos melhorar e facilitar as exportações para as micro, pequenas e médias empresas e também para melhorar o diálogo da relação de comércio exterior com a Argentina”, disse.

De acordo com o ministério, de janeiro a setembro deste ano, as exportações brasileiras para a Argentina cresceram 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado, US$ 9,9 bilhões contra US$ 9,8 bilhões. O país ocupa o terceiro destino das vendas externas do Brasil no acumulado do ano.

“Argentina é nosso terceiro maior parceiro comercial, atrás da China e dos EUA, é o primeiro exportador de veículos do setor automotivo do Brasil. Tenho certeza que na conclusão desses memorandos de entendimento, o ambiente de negócios de importação e exportação entre Brasil e Argentina vai avançar”, concluiu o ministro.

Fonte: Portal Planalto