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Produção de veículos dá salto de 22,4% até julho

produção de veículos segue se fortalecendo, ainda que o mercado interno não tenha apresentado evolução consistente recentemente. De janeiro a julho saíram das fábricas brasileiras 1,48 milhão de veículos leves e pesados, com expansão de 22,4% na comparação com igual intervalo de 2016. As informações são da Anfavea, entidade que representa os fabricantes do setor. “Projetamos chegar ao fim do ano com a produção de 2,6 milhões de unidades. Não planejamos revisar este número, mas espero errar e alcançar resultado ainda maior”, admite Antonio Megale, presidente da associação.

Os resultados do acumulado dos sete meses do ano indicam que a ambição é realizável. Os dados isolados de julho apontam para produção de 224,7 mil veículos, com alta de 5,9% na comparação com junho e de 17,9% sobre o resultado de um ano atrás. Ao longo do ano, houve aumento em todos os segmentos. Foram fabricados 1,43 milhão de veículos leves, com expansão de 22,6%. Entre os caminhões, saíram 43,2 mil unidades das linhas de montagem, com alta de 19%. Já a produção de ônibus avançou 12,9% de janeiro a julho, para 12,2 mil chassis.

 

OCIOSIDADE SEGUE ELEVADA 

O bom ritmo de recuperação da produção de veículos não resolveu a persistente ociosidade nas fábricas de veículos. A Anfavea calcula que, no começo do ano, 54% da capacidade instalada estava sem utilização, índice que caiu para 49% atualmente – um patamar ainda elevado. “Se imaginarmos que a indústria brasileira tem potencial para fazer quase 5 milhões de veículos, vemos que perto da metade disso vai seguir sem ocupação com a produção prevista para este ano”, calcula Megale. O problema segue maior para as fabricantes de veículos pesados, que ainda enfrentam ociosidade superior a 70%.

O mercado interno contribuiu pouco para o aumento do ritmo das fábricas este ano. Algo que pode mudar entre agosto e o fim do ano, que são meses tradicionalmente mais fortes em volume de emplacamentos. O maior estímulo para o aumento da produção veio das exportações, que somaram 439,5 mil unidades até julho, um recorde para o período.

Em paralelo, ainda que o mercado nacional tenha encolhido, diminuiu a participação dos carros importados nas vendas para apenas 11% nos sete meses do ano, dando mais espaço para os modelos feitos aqui. Este índice era de 13,3% em 2017 e de 17,6% em 2014. “Com o fim do Inovar-Auto e, consequentemente, do adicional de 30 pontos no IPI feitos fora do Brasil, a presença dos importados nas vendas deve aumentar gradualmente a partir do ano que vem. Um patamar saudável está entre 15% e 20%”, estima Megale, reconhecendo que há certa artificialidade no número atual.

 

ESTOQUES E EMPREGOS ESTÁVEIS

O nível de estoques teve redução sensível de 1% em números absolutos para 217,7 mil veículos armazenados entre as concessionárias e os pátios das fábricas, o equivalente a 36 dias de vendas no patamar registrado em julho. A variação é parecida com a do número de empregos nas montadoras, que sofreu redução de 1,3% para 125,1 mil pessoas. Deste total, 12,1 mil funcionários passam atualmente por algum regime de afastamento de sua jornada normal de trabalho: 3,2 mil deles em layoff, a suspensão temporária do contrato, e 8,9 mil no PSE (Programa de Sustentação do Emprego).

O número de pessoas em regime de redução da jornada, no entanto, está em queda. Em junho ele chegava a 12,5 mil trabalhadores. Gradualmente as montadoras começam a retomar a produção. MAN e Volkswagen, por exemplo, já saíram do PSE.

Volkswagen quer voltar ao segundo lugar no Brasil em 2018

Volkswagen traçou estratégia para retomar o segundo lugar em volume de vendas do mercado brasileiro de veículos em 2018. Essa é a intenção, segundo David Powels, presidente da montadora no Brasil e América do Sul. “O objetivo não é a liderança, mas o resultado (financeiro) positivo e sermos dominantes, em primeiro ou segundo. Acho que o terceiro lugar é muito fraco para a Volkswagen, que merece mais”, diz o executivo. Desde 2014 a marca baixou para a terceira colocação no ranking nacional e assim permanece até o fim do último semestre, segundo dados de emplacamentos.

Powels viu a empresa que hoje comanda na posição que acha mais apropriada (segundo lugar) entre 2002 e 2007, quando trabalhou como vice-presidente de finanças da Volkswagen do Brasil, período em que também entregava lucros à matriz na Alemanha – ou seja, cumpria ambos os objetivos. Naquele ano em que chegou aqui, a marca alemã perdeu para a Fiat a liderança de vendas que manteve por décadas, desde os anos 1960, mas conseguiu se segurar na vice-liderança até o fim de 2013. No ano seguinte, 2014, caiu para a terceira colocação do ranking e lá permanece com perdas sucessivas de participação.

Outro dado negativo enfrentado por Powels desde o seu retorno ao País, em 2015, é que a última linha do balanço da subsidiária ganhou a coloração vermelha de prejuízo – e assim deve ficar este ano também. “Todo mundo faz prejuízo no Brasil hoje, não dá para lucrar com esse mercado como está”, resume.

Com a renovação completa do portfólio de produtos da Volkswagen na região, programada para acontecer nos próximos três anos entre o fim de 2017 até 2020, Powels avalia que a marca voltará gradualmente à sua posição de maior dominância no mercado brasileiro, ocupando uma das duas colocações do alto do ranking nacional de emplacamentos. “Com os lançamentos que vamos fazer já a partir de novembro, quando chega o novo Polo, logo depois com o Virtus e (os importados) Tiguan de sete lugares e novo Jetta, temos condições de voltar ao segundo lugar em 2018”, diz.

Powels projeta que a Volkswagen pode vender perto de 300 mil veículos no Brasil este ano. Se isso acontecer, será mais que o dobro dos 125 mil vendidos no primeiro semestre, ou aumento de cerca de 30% em comparação com os 228 mil de 2016 – quando a montadora foi bastante prejudicada pela disputa comercial com o fornecedor de estruturas dos bancos e deixou de produzir 150 mil carros no ano. Com o problema resolvido, a estimativa é que a produção vai passar dos 400 mil este ano, para atender também as exportações, que já somaram quase 90 mil só nos primeiros seis meses do ano.

A confiança na volta do crescimento da marca no Brasil é refletida no número de concessionárias da marca, que com 545 pontos de venda (controlados por 237 grupos) segue sendo a maior rede do País. Powels diz que não há planos de reduzir este número: “Para o mercado de hoje é muito grande, mas não para o futuro, quando vamos voltar a crescer”, afirma.

PLANOS

Segundo planos já divulgados, a ofensiva de lançamentos da Volkswagen no Brasil prevê a produção do novo hatch Polo, a ser lançado em novembro, e do sedã derivado Virtus no início de 2018 na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. A estes dois, sobre a mesma plataforma MQB-A0, deve se juntar um SUV pequeno, cujo nome especulado pela imprensa é T-Cross. Em Taubaté fica concentrada a fabricação de Up!, Gol e Voyage – estes dois últimos modelos ficam deslocados em meio às renovações. “Não vou responder isso”, diz Powels em resposta à pergunta sobre o qual é o futuro do Gol.

Já a planta de São José dos Pinhais, no Paraná, receberá nos próximos dois anos um outro SUV a ser feito sobre a plataforma MQB do Golf (possivelmente chamado T-Roc) e uma nova picape, que a VW esconde se vai ou não substituir a Saveiro. “Não sei, pode ser que sim ou que não”, desvia Powels. Ele é bem mais assertivo sobre o futuro do Golf no País, admitindo que as vendas do segmento de hatches médios caíram demais, mal chegam a 2% do mercado brasileiro atualmente. “Vamos ver como fica, mas se continuar assim com vendas muito baixas poderemos interromper a fabricação”, revela. Também está em estudo a produção de mais um SUV na Argentina, que certamente abastecerá o Brasil.

 

 

Fonte:  Automotive Business

As vendas de autopeças obtêm alta de 16,2%

As vendas de autopeças no acumulado dos primeiros cinco meses do ano cresceu 16,2% sobre o mesmo período de 2016. O desempenho do setor continua contando com a ajuda dos negócios com as montadoras, que aumentaram 16,2% por causa dos maiores volumes de exportação de veículos.

Como resultado, as empresas de autopeças registraram no mês de maio 66% de utilização de sua capacidade instalada, o maior índice desde maio de 2015. O fato, contudo, não foi suficiente para impedir a queda de 2,5% no nível de emprego no acumulado dos cinco primeiros meses de 2017.

Os números são do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e foram elaborados a partir de informações fornecidas por 64 associados que respondem por 32% do faturamento do setor.

O segmento de reposição registrou ligeira queda de 1,3%, compreensível diante dos bons resultados obtidos em 2016. As exportações de autopeças em dólares revelam acréscimo de 3,74%. Desde outubro de 2016 as vendas ao exterior detêm uma fatia ligeiramente maior no faturamento do que o mercado de reposição. Essa superioridade foi de quase um ponto porcentual na média dos últimos oito meses.

Controles alternativos no processo … Seu processo está preparado?

IATF 16949 – 8.5.6.1.1: Alteração temporária de controles de processo

Por Vitor Henrique Vaz

Conforme noticiado no segundo semestre do ano passado, a IATF (International Automotive Task Force) 16949 substituiu a ISO TS 16949:2009, e passou a ser obrigatória para a cadeia de produção automotiva. Com a atualização, surgiram novos requisitos, dentre eles o item descrito na seção 8.5.6.1.1: Alteração temporária de controles de processo, que diz:

  • Esta nova exigência de controle temporário de alterações de processo soluciona problemas experimentados pelos clientes OEM da IATF.
  • A organização deve identificar, documentar e manter uma lista de controles de processo que inclua tanto o controle de processo primário (exemplo: driver de porca automatizado) quanto o método de backup aprovado ou métodos alternativos (exemplo: chave de torque manual). A lista deve ser atualizada regularmente para refletir os controles de processo atuais e aprovados.
  • O uso de métodos de controle alternativos é considerado um processo. Portanto, espera-se que a organização gerencie adequadamente essas atividades.

IATF 16949Como o próprio nome diz, esta é uma alteração temporária, mas que pode trazer bons resultados para as empresas que a aplicarem, pois visa aumentar (ainda mais) o controle sobre as possíveis falhas processuais. Segundo a atualização, a organização deve ter uma lista mestra dos controles primários (os que já são utilizados em seus PPAPs/VDAs) e estabelecer controles alternativos para os modos de falha potenciais. Ou seja, de acordo com a norma, deverão ser criados ações de contingência (ou backup), caso o controle primário venha a falhar, por qualquer razão.

O ideal é que ambos os controle possam ser capazes de medir o processo com o mesmo nível de precisão. O acompanhamento desta listra mestra pode ser feito através de seu registro nos PFMEAs, Planos de Controle e Calibração dos sistemas de medição.

Apesar de fazer parte de uma alteração temporária, esta lista pode ser solicitada para validação do cliente, por isso, deve ser elaborada criteriosamente.

A rastreabilidade é outro ponto importante para este requisito, por isso, a organização deverá manter a documentação sobre os controle primários e alternativos atualizada, mostrando a ocorrência da utilização de cada um deles.

Abaixo, listamos algumas práticas que podem ajudar no atendimento deste requisito:

  • Elaborar uma lista de todos os controles do processo, elencando métodos primários e alternativos (de backup) aprovados.
    • -Leve em consideração TODOS os controles realizados – inspeção (visual ou eletrônica), medição (através de dispositivos aprovados), try-out, poka-yoke, etc.
    • -O meio mais recomendado para aprovação dos sistemas de medição e métodos de backups é a realização do MSA, quando aplicável.
  • Utilizar o FMEA como método de documentação e avaliação dos métodos de controle. O uso desta técnica será um meio importante de manter a documentação atualizada e rastreável, baseada no histórico de revisões e lições aprendidas que será construído dentro do FMEA / Plano de controle.
    • FMEA e Plano de Controle são documentos “vivos”, que estão sempre sob atualização constante
    • As ferramentas e índices de avaliação do FMEA podem ser grandes aliados na avaliação dos métodos de controle.
    • A ligação entre FMEA e Plano de Controle deve ser intrínseca, visando a confiabilidade do processo e análise.
  • Estabelecer instruções de trabalho para os operadores, visando facilitar a compreensão de cada metódo de controle utilizado.
    • As IT devem ser baseadas na abordagem utilizada no Plano de Controle.
    • A verificação das operações deve ser frequente, buscando a garantia da implementação correta  e manutenção das ações.

-E vocês, o que acharam desta alteração? Deixem sua opinião sobre a norma.

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-IATF-16949 tem como foco a mentalidade de risco: Prevenir, evitar a ocorrência das não-conformidades.

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IATF 16949:2016 – Mentalidade de Riscos

A mentalidade de riscos é um dos fundamentos base na IATF-16949, assim como acontece na ISO 9001:2015. Neste caso, a intenção é substituir o conceito de ações preventivas pela mentalidade de riscos, objetivando não somente a minimização da ocorrência de falhas, mas sim, orientar o pensamento dos envolvidos para uma cultura de prevenção e não a criação de um processo descrito através de procedimentos. Na IATF 16949, foi acrescentada uma série de requisitos específicos relacionados com o risco, visando minimizar a probabilidade de falha durante o desenvolvimento e maximizar a realização potencial das atividades planejadas durante o programa.

Estes requisitos são resultado das melhores práticas da indústria, e destinadas a trazer mais estabilidade às organizações, através da identificação e mitigação dos riscos. É importante salientar o envolvimento da alta gerência neste processo, para que a mudança cultural possa ser difundida entre todas as rotinas da empresa. Dentro deste escopo, as responsabilidades incluem:

  • Realização de análises de planejamento de contingência
  • Identificação e suporte de proprietários de processos (Donos do processo)
  • Participação no processo de escalonamento relacionado à segurança do produto
  • Garantir a consecução das metas de desempenho dos clientes e dos objetivos de qualidade
  • Implementar iniciativas de responsabilidade corporativa (Política de denúncia de irregularidades)

IATF 16949A IATF 16949 exige que “as organizações assegurem a conformidade de todos os produtos e processos, incluindo peças de serviço e aqueles que são terceirizados”. Ou seja, a organização é responsável, em última instância, sobre qualquer ocorrência dentro do processo, independentemente de qual foi o ponto de origem da possível falha. Por isso, mais do que nunca é preciso que a organização estabeleça métodos que possam mitigar o risco de não conformidades, desde o início de sua cadeia de suprimentos.

Um fator que pode contribuir para o aumento da confiabilidade ao longo da cadeia produtiva é a utilização de ferramentas informatizadas, sistemas de gestão que possam diminuir as distâncias e melhorar a comunicação dos envolvidos entre os pontos chave do processo. O QualityManager® é uma alternativa interessante neste quesito, por ser uma ferramenta de gestão voltada ao processo automotivo, que auxilia aos envolvidos na obtenção de uma mentalidade de prevenção de riscos e mitigação dos problemas, com alta rastreabilidade e agilidade no acesso das informações.

Para o planejamento do projeto e desenvolvimento, a norma acrescenta controle adicionais para gestão, reforçando sempre o conceito de “equipe multidisciplinar” durante a realização das tarefas, até a conclusão, na aprovação do produto. Além do projeto, a norma também adiciona novos requisitos para abordar especificamente o desenvolvimento de processos de fabricação, que podem ter os mesmos requisitos de produção especificados para o produto. No entanto, os clientes muitas vezes exigem o uso de ferramentas específicas do setor automotivo, como capturar e analisar o risco através de um PFMEA, que pode se tornar um grande aliado das organizações para o conceito de mentalidade de riscos. Essas considerações estão incluídas na IATF 16949 na tentativa de mitigar o risco o quanto antes.


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Fonte: QualityManager®

O fundo do poço e a mola 2017

Roberto Nasser.

Muitos apostam em reação.

Ditado popular garante: fundo de poço tem mola. Ou seja, há reação rápida quando se atinge o ponto mais baixo da escala. No caso da indústria automobilística há anos se busca o fundo do poço e sua imaginada mola, porém sem resultados. Vendas vêm caindo ano após ano, crendo fechar 2016 com pouco mais de 2 milhões de unidades comercializadas. Na prática, marcha à ré de 10 anos.

Há, entretanto, previsões otimistas. Da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, imaginando choque no fundo do poço, trava na queda e reação da suposta mola, fazendo vendas crescer em 5% ou 6%. Carlos Zarenga, presidente da GM Brasil, com olhar de CFO – ele é o chefe de finanças da marca na América do Sul –, é mais otimista. Para ele a mola é mais forte e reativa. O impacto contra a base do poço ocorrerá ao fim do primeiro trimestre, com previsível crescimento de vendas a 10% sobre os números de 2016.   Os vindos do poço Indústria automobilística funciona olhando horizontes distantes e daí os resultados do dia são apenas componentes da conta. Influenciam investimentos, mas não os impedem. E por conta disso, mesmo com problemas, mercado e suas vendas devem ser aproveitados. Muitas novidades previstas para 2017.

Fonte: Automotive Business

Anfavea espera fortes altas de produção

A associação dos fabricantes de veículos, a Anfavea, espera por “fortes altas de produção” nos últimos dois meses de 2016 para atingir a projeção da entidade, que insiste na expectativa de quase 2,3 milhões de veículos produzidos este ano, em baixa de 5,5% sobre 2015. O ritmo das fábricas até agora, no entanto, desmente essa estimativa. De janeiro a outubro foram produzidas 1,74 milhão de unidades, em baixa de 17,7% ante o mesmo período do ano passado. Para chegar ao número da Anfavea, seria necessário fabricar mais 560 mil, ou 280 mil em cada um dos dois meses que faltam para o fim de 2016. Parece inverossímil, já que em nenhum mês deste ano as fabricantes sequer chegaram a 200 mil veículos montados.

Antonio Megale, presidente da Anfavea, avalia que novembro será um mês importante para a produção: “Devemos alcançar número até superior ao do mesmo mês do ano passado (175,1 mil), porque duas associadas que tiveram problemas com fornecimento de peças devem retomar o ritmo com mais força, e todos os fabricantes dizem que vão intensificar esforços para atender aumento da demanda de exportações e também do mercado interno, que deve começar a mostrar algum aquecimento e refletir na prática os indicadores que apontam para o aumento da confiança do consumidor”, pondera.

Em outubro já houve ligeira alta de 2,3% na produção sobre setembro, com 174,1 mil unidades montadas, mas na comparação com o mesmo mês de 2015 o índice segue acentuadamente negativo em 15,1%.

Mas não houve aumento de estoques, que caíram de 212,5 mil veículos em setembro para 209,2 mil em outubro, o suficiente para 40 dias de vendas. “É um volume adequado”, considerou Megale.

EMPREGO

Uma incógnita que se coloca no horizonte é a real capacidade de recuperação da produção, tendo em vista que os fornecedores e as montadoras reduziram bastante o quadro de funcionários nos últimos dois anos, assim talvez não tenham fôlego para elevar o ritmo se o aquecimento vier. De outubro de 2015 para 2016, os fabricantes de veículos fecharam 9.170 vagas, baixando em 7% o efetivo, de 132.848 para 123.678 empregados (somando montadoras de veículos e de máquinas agrícolas e rodoviárias).

Megale destaca, no entanto, que já houve uma redução no número de empregados afastados de seus postos de trabalho: 2,4 mil estão em layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho) e 5,3 mil em regime de redução de horas e salários, dentro do Programa de Proteção ao Emprego (PPE). “Este número já foi maior e agora se estabilizou”, disse.

Autopeças faturam 5,1% a mais em agosto

O faturamento do setor de autopeças em agosto registrou importante alta de 5,1% sobre julho e de 15,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano as fabricantes faturaram apenas 0,36% a menos do que em iguais meses de 2015. Nestes oito meses as vendas para as montadoras recuaram 1,7%. As exportações diminuíram 2,2% em reais e 16% quando convertidas em dólares. O faturamento semelhante ao do mesmo período de 2015 foi possível pelo crescimento de 3,6% das vendas ao mercado de reposição.

Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Esses dados são elaborados a partir de pesquisa mensal feita com 64 empresas que representam 33,2% do faturamento total da indústria de autopeças no Brasil. As vendas intrassetoriais tiveram alta expressiva de 15,1%, mas estas têm pequena representatividade no faturamento do setor (por volta de 3,5% atualmente).

O Sindipeças recorda que as sucessivas quedas nas exportações fizeram com que a participação porcentual das montadoras no desempenho do setor aumentasse, mesmo com volume de vendas menor.

O emprego nacional no setor de autopeças acumula queda de 15,1% no confronto com os mesmos oito meses de 2015. O acompanhamento mensal do Sindipeças também revela que a capacidade ociosa continua elevada. Desde abril de 2016 ela registrava índices acima de 50%. Em agosto apontou 49,5%.

Fonte: Automotive Business

Brasil avança no diálogo por acordo automotivo com Paraguai

Ministro Marcos Pereira pretende fechar um acordo, ainda este ano, de importação e exportação de veículos com o Paraguai.

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, afirmou, nesta terça-feira (4), que o Brasil avança no diálogo para tentar fechar, ainda este ano, um acordo automotivo com o Paraguai. Ao participar da Reunião do Fórum Nacional de Desenvolvimento Produtivo, no Palácio do Planalto, Pereira avaliou de forma positiva a viagem do presidente Michel Temer à Argentina e ao Paraguai.

“Estamos avançando no diálogo com o ministro Gustavo Leite, que é o ministro da Indústria do Paraguai, para tentarmos, ainda neste ano, fechar um acordo automotivo, um acordo de importação e exportação de veículos, facilitando como já existe hoje há algum tempo com a Argentina”, disse Pereira, que acompanhou a comitiva presidencial nos dois países.

Na Argentina, Marcos Pereira assinou dois memorandos de entendimento com o ministro da Produção do país vizinho, Francisco Cabrera, para facilitar o comércio entre micro, pequenas e médias empresas entre os dois países.

“Assinei dois memorandos de entendimento (…) para que possamos melhorar e facilitar as exportações para as micro, pequenas e médias empresas e também para melhorar o diálogo da relação de comércio exterior com a Argentina”, disse.

De acordo com o ministério, de janeiro a setembro deste ano, as exportações brasileiras para a Argentina cresceram 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado, US$ 9,9 bilhões contra US$ 9,8 bilhões. O país ocupa o terceiro destino das vendas externas do Brasil no acumulado do ano.

“Argentina é nosso terceiro maior parceiro comercial, atrás da China e dos EUA, é o primeiro exportador de veículos do setor automotivo do Brasil. Tenho certeza que na conclusão desses memorandos de entendimento, o ambiente de negócios de importação e exportação entre Brasil e Argentina vai avançar”, concluiu o ministro.

Fonte: Portal Planalto

Brasil e Paraguai avançam por acordo automotivo

Os governos de Brasil e Paraguai firmaram um compromisso para avançar na elaboração de um acordo automotivo a fim de ser concluído ainda neste ano. O pacto foi firmado em reunião entre o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, e o ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, na embaixada paraguaia em Brasília na terça-feira, 20, a partir do encontro promovido pelo embaixador paraguaio, Manual Maria Cáceres. As equipes técnicas negociadoras dos dois países se encontram nesta quarta-feira, 21, para dar continuidade às negociações.

Em comunicado, o MDIC informa que em vista da importância do acordo entre Mercosul-União Europeia, o ministro Gustavo Leite reafirmou a disposição do Paraguai em avançar nas negociações. O ministro brasileiro espera que no próximo encontro do Comitê de Negociações Birregionais, marcado para a segunda semana de outubro, em Bruxelas, na Bélgica, haja avanços significativos.

“O fortalecimento da relação com o Paraguai, bem como todo todos os países do Mercosul, mostra que a região vive um novo momento e que é preciso aproveitar todas as oportunidades de negócios”, disse Pereira.

Leite afirmou que cabe ao Brasil a liderança regional por seu tamanho e por sua força. Ele destacou que o País passa por grandes transformações econômicas e sociais e que há grande potencial para acordos comerciais. “Um bom acordo é aquele em que todos ganham”, ressaltou.

Outra iniciativa que deve ser concluída ainda em 2016 é a implantação do Certificado de Origem Digital (COD), nos moldes do acordo celebrado no mês passado com a Argentina. O objetivo é facilitar a vida das empresas brasileiras e paraguaias no intercâmbio bilateral, com redução de custos e prazos para emissão de certificados de origem.

O Paraguai é um dos fundadores do Mercosul ao lado de Brasil, Argentina e Uruguai. No primeiro semestre de 2016, a corrente de comércio entre Brasil e Paraguai foi de US$ 1,5 bilhão, queda de 11% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Atualmente, o país vizinho ocupa a 24ª posição como destino das exportações brasileiras.

Fonte: Automotive Business