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Vendas de veículos crescem 10% até novembro

E média diária no mês passa das 10,3 mil, melhor resultado desde abril de 2015

As vendas de veículos leves cresceram 10% no acumulado de janeiro a novembro na comparação com mesmo período do ano passado ao atingir pouco mais de 1,96 milhão de unidades, entre automóveis e comerciais leves. Os números foram divulgados na sexta-feira, 1º, pela Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias no País. Novembro encerrou com aumento de 13,6% sobre igual mês de 2016, passando de 173,5 mil para 197,2 mil veículos emplacados. O volume também significou leve alta de 0,4% na comparação com o último outubro, quando 196,6 mil veículos novos entraram no mercado.

Com este volume, a média diária de novembro ultrapassou a barreira das 10,3 mil unidades, o que não se via desde abril de 2015. A soma dos dois fatores: menor número de dias úteis e o bom desempenho ao longo do mês explica a melhor média diária do ano: novembro teve apenas 19 dias úteis, por ser um mês com três feriados, sendo dois prolongados, considerando que boa parte do País celebrou o dia da Consciência Negra.

Em termos comparativos, a média diária de novembro foi 11% superior na comparação com outubro, quando foram emplacados 9,3 mil unidades em cada um de seus 21 dias úteis. Sobre a média de novembro do ano passado, o aumento é de 19,6%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o resultado de novembro consolida a recuperação do setor: “A alta nos índices de confiança e a contínua queda na inadimplência, que registrou o menor índice desde 2011, fez com que o comprador voltasse às concessionárias. O aumento da oferta de crédito também tem impulsionado o crescimento do mercado neste momento e incentivado o cliente a efetivar sua compra”, afirma em nota o dirigente.

SEGMENTOS

Os automóveis continuam a puxar para cima o resultado total do setor: no acumulado dos 11 meses do ano, atingiram aumento de 10,9% na comparação com mesmo período de 2016, registrando 1,68 milhão de unidades. Em novembro, com 168,8 mil emplacamentos, houve crescimento de 1,23 sobre outubro e de 13,5% sobre novembro de 2016.

Já nos comerciais leves, embora o segmento registre alta das vendas de 5,3% entre janeiro e novembro sobre iguais meses do ano passado, para 283,5 mil unidades, em novembro os emplacamentos foram 4,7% menores que os de outubro, ao atingirem as 28,3 mil unidades. No entanto, na comparação com novembro do ano passado, o resultado é positivo em 14%.

Fonte: Automotive Business – SUELI REIS

Venda de autopeças a montadoras sobe 34%

Faturamento de fornecedores também aumentou com exportações e reposição

venda de autopeças às montadoras de janeiro a setembro cresceu 34,3% sobre o mesmo período do ano passado. A alta é consequência do aumento da produção de veículos pela maior demanda interna e também pelo envio de veículos ao exterior. 

As exportações em dólar cresceram quase 10% no período e o faturamento com o mercado de reposição aumentou 6,1% sobre os mesmos nove meses de 2016, ano em que o pós-venda já havia registrado alta significativa e ajudou os fabricantes a atravessar esse período difícil. 
 
Assim, o faturamento consolidado do setor no período cresceu 20,8% sobre os mesmos nove meses de 2016. Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). 
 
Os números são elaborados a partir de informações fornecidas por 60 empresas que respondem por 36,2% do faturamento do setor. O crescimento de 19,8% nas vendas intrassetoriais (de uma indústria de autopeças para outra) confirma a melhora no ambiente de negócios. E desde maio a utilização da capacidade instalada nas fábricas de autopeças voltou a apresentar níveis semelhantes aos do primeiro semestre de 2015. 
 
O nível de emprego no setor ainda apresenta pequena variação negativa (-0,57%), mas é provável que no acumulado até outubro ele se torne positivo.
 

Produção de veículos avança 28,5%

Foram mais de 2,23 milhões até outubro; Anfavea quer 2,7 milhões para o ano

produção de veículos avançou 28,5% no acumulado de janeiro a outubro, quando as linhas de montagem entregaram mais de 2,23 milhões de unidades, entre leves e pesados, de acordo com balanço divulgado na quarta-feira, 8, pela Anfavea, associação das montadoras.

“Estamos caminhando para um bom ano de produção, em linha com a nossa previsão de atingir 2,7 milhões de veículos produzidos no ano”, comenta o presidente da entidade, Antonio Megale, durante a apresentação dos resultados do setor à imprensa, em São Paulo.

Em outubro, com quase 250 mil unidades, houve aumento de 5,3% sobre o resultado de setembro, que foi de 237,2 mil, e alta ainda mais expressiva de 42,2% sobre outubro de 2016, quando a indústria ainda enfrentava uma crise mais intensa e cujo volume não passou dos 176 mil veículos, considerando a soma de leves e pesados.

Ao apresentar os números da indústria, Megale destacou o efeito que a alta da produção tem causado no quesito empregos. Megale lembra que o recorde de trabalhadores afastados foi atingido em março de 2016, com 38.792 pessoas. Os dados agora mostram que em outubro o número de trabalhadores afastados de seus postos, seja por PPE (Programa de Proteção ao Emprego – antigo PSE) ou por layoff fechou em 3.528 pessoas: em setembro, este total era de 5.831.

“São 2.303 funcionários que voltaram aos seus postos, além das 1.866 novas vagas criadas pelo setor desde julho deste ano. O número de afastados está diminuindo, o que mostra uma clara recuperação da capacidade”, afirma Megale.

O executivo acrescenta que a entidade não revisará novamente suas previsões para o ano, mantendo a projeção indicada em setembro, embora Megale admita que alguns dados estão muito próximos de superar a projeção. Para 2017, as montadoras apostam em uma produção de 2,7 milhões de veículos: se concretizado, significará crescimento de 25,2% sobre o volume de 2,15 milhões feitos em 2016.

Assista abaixo à reportagem da ABTV sobre o desempenho da indústria automobilística até outubro:

Vendas de veículos leves crescem 10% até outubro

Mais de 1,77 milhão de automóveis e utilitários já foram emplacados no ano

O fechamento dos dados de emplacamentos de veículos em outubro confirma a tendência de recuperação das vendas identificada nos últimos meses. Foram licenciados mais 1,77 milhão de automóveis e comerciais leves de janeiro até o mês passado, volume que supera em 9,7% o fraco resultado do mesmo intervalo de 2016. Os dados do Renavam foram divulgados na quarta-feira, 1º, pela Fenabrave, a entidade que representa os distribuidores de veículos.

Apenas em outubro foram licenciados 196,6 mil veículos, patamar que garantiu média diária de emplacamentos de 9,3 mil unidades/dia, número ligeiramente superior ao de setembro. Além deste aumento, houve um dia a mais de vendas, com 21 dias úteis. Na comparação mensal a alta foi de 1,6% no volume negociado. O aumento foi mais acentuado, de 26,4%, na comparação com outubro de 2016.

Se as vendas em novembro e dezembro seguirem em patamar próximo do registrado no mês passado, é bastante plausível que o mercado alcance a projeção traçada pela Fenabrave no início de outubro, de 2,18 milhões de veículos leves até o fim do ano. Se isso acontecer, 2017 vai terminar com crescimento de 9,9% sobre 2016.

Até outubro, a expansão da demanda foi mais acentuada para automóveis, com 1,51 milhão de emplacamentos e aumento de 10,6%. As vendas de utilitários tiveram alta mais tímida, de 4,4% nos 10 meses do ano, para 255,1 mil unidades. Em outubro passado, no entanto, enquanto o segmento de automóveis estagnou, o emplacamento de comerciais leves avançou 16,6% sobre setembro, o que pode indicar aquecimento das negociações de utilitários nos últimos dois meses de 2017.

Autopeças registram menor ociosidade desde maio de 2015

Empregos no setor também reagem e faturamento das empresas cresce 20,4%

A indústria de autopeças atingiu em agosto 33% de capacidade ociosa, o menor nível desde maio de 2015. A melhora no ambiente decorre da alta da produção de automóveis, caminhões e máquinas agrícolas, que fez o faturamento das fabricantes de autopeças aumentar 20,4% sobre o mesmo período do ano passado.

Como consequência, os índices mensais de emprego no setor mostram pequenos crescimentos desde maio quando comparados com iguais meses de 2016.

Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).&nbsp

Nos quatro canais de venda analisados pelo Sindipeças, a maior alta de faturamento no acumulado do ano, de 34,6%, ocorreu no fornecimento às montadoras. As exportações em reais tiveram queda de 4,4%, mas quando convertidas em dólares registram acréscimo de 7,8% sobre os mesmos oito meses de 2016.

As vendas para o mercado de reposição tiveram crescimento menor, de 6,5%, porque o desempenho do pós-venda foi bom no ano passado. As vendas intrassetoriais (de uma fábrica de autopeças para outra) aumentaram 20%, quase a mesma alta observada no faturamento total do setor.

O levantamento do Sindipeças é feito mensalmente com 60 empresas associadas à entidade, que respondem por 36,2% do faturamento do setor de componentes automotivos.

Vendas de veículos leves confirmam alta mais acelerada no ano

Emplacamentos de automóveis e utilitários crescem 8% em 2017
Com menos dias úteis (20), setembro fechou com queda 7,7% na venda mensal de veículos leves em relação a agosto (23 dias), mas a tendência do mercado segue sendo de alta, pois o volume médio diário de emplacamentos de 9.679 unidades no mês passado foi 6% maior do que os 9.124 do período anterior. A comparação com setembro de 2016 é bem melhor, com significativa expansão de 25% nos licenciamentos. O resultado confirma o crescimento anual do segmento, com 1,57 milhão de emplacamentos de automóveis e utilitários nos nove primeiros meses de 2017, que representam aumento de 7,86% sobre o mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados na terça-feira, 3, pela associação dos concessionários, a Fenabrave, com base nos dados do Renavam.

Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, avalia que o resultado de setembro confirmou a melhora esperada do mercado de veículos, que vem se consolidando nos últimos meses. “Apesar da queda mensal em setembro contra agosto, a média diária dos emplacamentos foi superior. Esse movimento de alta nas vendas diárias é reflexo de fatores positivos como a redução da taxa de juros, dos índices de desemprego e da inadimplência. Juntos, esses fatores atuaram positivamente na intenção de compra do consumidor”, diz.

Assumpção Jr. destaca ainda a expansão do crédito acima de 8%. “No início do ano, de cada 10 pedidos de aprovação de financiamento (para compra de automóveis e comerciais leves), apenas três eram aprovados. Esse índice já subiu agora para 3,4 a cada 10 fichas. É bom, mas mostra que ainda há bastante espaço para crescer”, pondera.

ALTA MAIOR NOS AUTOMÓVEIS

A puxada maior nas vendas continua sendo segmento de veículos de passeio, o maior do mercado. De janeiro a setembro foram emplacados 1,35 milhão de carros, o que significa alta de quase 9% sobre os mesmos meses de 2016. Na comparação mensal, de setembro contra o mesmo mês do ano passado, o crescimento anotado foi de expressivos 28%, com 181 mil emplacamentos de automóveis.

No segmento de utilitários a expansão é bem menor, de apenas 1,6% no ano de janeiro a setembro, com 225,3 mil emplacamentos de picapes, vans e furgões. No mês passado os licenciamentos de comerciais leves somaram 29 mil, em crescimento de 6,6% na comparação com setembro de 2016.

Retomada da produção nas montadoras gera efeito cascata

A indústria automobilística reflete os sinais de reaquecimento da economia e o trabalho nas montadoras favorece a retomada do crescimento em toda cadeia produtiva.

O ritmo de atividade nas fábricas de autopeças não para de aumentar desde março, mas o que dita a velocidade das engrenagens das maquinas é uma outra indústria, a de veículos.

Embaladas pelos últimos bons resultados da economia, as montadoras já esperam fechar o ano com o crescimento de mais de 25,2% na produção. Por causa da extensão da sua cadeia produtiva, quando a indústria retoma o movimento crescente as fabricas de peças também precisam acelerar as máquinas.

O sindicato da categoria já anunciou que será necessário contratar mais operários para atender a demanda.

Se as fabricas estão produzindo mais, as lojas de autopeças vão a reboque. Vinicius Dias, comerciante do setor de autopeças, afirma que com a melhora no mercado de trabalho muitos consumidores se sentiram mais confiantes para fazer a manutenção do carro que havia sido adiada.

“As pessoas começam a investir em coisas que podem trazer um prejuízo maior lá na frente, ou seja, arrumar carro é uma das coisas muito importantes em relação a isso. Isso acontece por que elas perdem o medo de perder a renda ou de perder o emprego.”

Marcelo Gabriel, pesquisador do mercado automobilístico, confirma o efeito multiplicador das vendas de veículos nas concessionárias nos últimos meses e diz que esse impacto deve se espalhar ainda mais pela economia.

“A gente pode esperar um movimento mais positivo, porque a indústria automotiva é uma indústria que participa muito fortemente do PIB nacional e traz atrás dela uma série de outros fabricantes. A gente vai poder anotar inclusive um aumento no emprego nesse setor.”

O reaquecimento da economia favorece a retomada do crescimento em toda a cadeia produtiva das indústrias automobilísticas. Fábricas de autopeças, empresas que fornecem peças para a reposição, comércios no setor, trabalhadores da área e consumidores comemoram. Teremos um novo horizonte para 2018?

Fonte: Uol

Semestre ótimo para Autopeças

Em uma macrovisão, os fabricantes de autopeças registraram um aumento de 16,3% em seu faturamento, comparando ao primeiro semestre do ano passado.

Um crescimento na produção de veículos também foi registrado e pode se dizer que ocorreu devido ao aumento nas exportações, favorecendo os fornecedores da indústria local.

As industrias de autopeças registraram uma estabilização na utilização de sua capacidade instalada de 66% em maio e junho, o melhor índice em dois anos, isso se deu graças ao aumento de 33% nas vendas obtidas das montadoras em relação ao mesmo período do ano passado.

Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

semestre ótimo para autopeças

As exportações registraram um déficit de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado quando calculado em reais, porém um crescimento de 5,1% quando aferido em dólares.  E ainda, desde de setembro do ano passado, o faturamento das exportações se encontram à frente do seguimento de reposição, em relação ao setor de autopeças.

Já o mercado de reposição, registrou uma pequena baixa de 2,2% em suas vendas, que podemos atribuir ao crescimento abundante obtido no ano de 2016.

Em suma, podemos considerar que até então o ano de 2017 tem sido um ano de crescimento, para toda a cadeia automotiva, considerando que estamos nos recuperando do que foi uma drástica crise.

Na Argentina fabricantes são cobrados por descompasso do acordo automotivo

O governo argentino decretou que as fabricantes de veículos devem pagar multa sobre o excesso além do limite de importação estabelecido no acordo automotivo com o Brasil. A multa já chega a mais de US$ 600 milhões.

A resolução que determina o pagamento, em vigência desde 21 de julho, foi a manobra do governo para garantir o pagamento desse excedente.

Pelo acordo automotivo esse ajuste de contas deveria ser realizado ao fim do tratado, em 2020.

O que está em discussão é o coeficiente do intercâmbio comercial, o flex, fórmula acordada com o Brasil que tem vigência de cinco anos e estabelece que para cada US$ 1 que a Argentina exporta ao mercado brasileiro em veículos e autopeças ela pode importar US$ 1,50 livre de imposto. Segundo o Observatório de Políticas Públicas da Undav, Universidade Federal de Avellaneda, a dívida das empresas, em maio, era de US$ 600 milhões, valor que, hoje, é maior por causa do fluxo cambial e do volume de compras que superaram 52 mil veículos.

Segundo Gonzalo Dalmasso, especialista do setor automotivo da consultoria argentina Abeceb, o governo teme que as fabricantes descumpram o acordo e que as multas gerem batalhas judiciais: “As empresas dizem que o acordo não levou em consideração oscilações dos mercados a ponto de desbalancear o comércio de veículos nos países”.

O Observatório de Políticas Públicas da Undav considerou que “o incremento das vendas de veículos aconteceu, em maior medida, sobre as unidades do segmento de maior valor agregado e, por sua vez, ganharam prevalência as unidades importadas do Brasil em detrimento daquelas produzidas localmente”.

As exportações do setor automotivo argentino no primeiro quadrimestre do ano alcançaram US$ 1 bilhão 559 milhões, e as importações chegaram a US$ 3 bilhões 389 milhões. Essa corrente de comércio resultou em déficit comercial de US$ 1 bilhão 830 milhões.

A balança comercial deficitária se explica pelo aumento nas importações, de 37,3% no período. Já as exportações cresceram 4,4% de janeiro a abril. O estudo assinalou que, por falta de controle e de políticas de abertura comercial, as empresas importadoras excederam em 240% a cota estabelecida no acordo automotivo com o Brasil. Segundo o levantamento as importações do complexo automotivo no primeiro trimestre apontaram aumento de quase 40% com relação ao mesmo período de 2016. No entanto no mesmo período a produção local caiu pela segunda vez, consecutivamente.

A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo e os embarques seguem aumentando em função da alta demanda argentina. Os licenciamentos no país devem alcançar mais de 900 mil unidades este ano. Em junho, de acordo com dados do MDIC, o Brasil enviou aos vizinhos 52 mil 750 veículos – contra 37 mil 275 em junho do ano passado.

Boletim AutoData – Internacional – 01/08/2017 – Pág. 6 e 7

 

Fonte: Fenabrave

Produção de veículos crescerá 21,5% no ano, prevê Anfavea

Montadoras elevam projeção impulsionada por alta das exportações

Com as exportações de veículos beirando volume próximo ao recorde do setor, a produção de veículos também deverá elevar seus volumes no ano, o que levou a Anfavea a revisar as projeções de desempenho. Se antes as fabricantes trabalhavam com número de 2,41 milhões de unidades, considerando leves e pesados, conforme previsão divulgada em janeiro, o que representava crescimento de 11,9%, desta vez as montadoras apostam na entrega de 2,61 milhões, uma alta de 21,5% sobre o volume de 2,15 milhões do ano anterior.

“É um crescimento importante puxado naturalmente pelas exportações”, indica o presidente da Anfavea, Antonio Megale, na quinta-feira, 6, durante a apresentação do balanço do setor referente ao primeiro semestre.

Contudo, o volume de produção esperado para o ano não deverá despertar o que se poderia chamar de reação da indústria. Isto porque a capacidade instalada no Brasil beira os 5 milhões de unidades por ano, significando que hoje as montadoras trabalham com apenas metade de sua força de trabalho, resultando em 50% de ociosidade, sendo que para o setor de caminhões, este nível está em 80% “Ainda há um longo caminho a percorrer para chegar a níveis razoáveis [de ociosidade], que deve ser de 15%”, analisa.

Para o executivo, com esta nova previsão, a ociosidade deve baixar de 50% para 40% no fechamento do ano. Ele explica ainda que apesar das exportações estarem em alta, elas representam 30% da produção, sendo o mercado interno responsável pelo restante. “Embora o mercado tenha apresentado o primeiro sinal de reação, é um crescimento muito pequeno para reverter o quadro de alta ociosidade”, comenta.

Também por causa disso a indústria não espera elevar as contratações para dar conta das exportações, devendo apenas chamar de volta os trabalhadores afastados pelo PSE (Programa Seguro Emprego), o antigo PPE. Segundo a Anfavea, o setor encerrou junho com 9.754 pessoas no PSE e 2.788 em layoff, um total de 12.542 afastados. O setor contabiliza atualmente 121,6 mil empregados, 0,3% a menos do que em maio, revelando alguns ajustes. “Algumas empresas dispensaram, outras contrataram, com saldo de menos 300 postos de trabalho, mas este é um nível que julgamos adequado”, avalia Megale.

DESEMPENHO NO SEMESTRE

Ao longo dos primeiros seis meses do ano, as linhas de montagem entregaram pouco mais de 1,26 milhão de veículos, na soma de leves e pesados, volume 23,3% superior ao de mesmo período do ano passado. Este foi o melhor primeiro semestre desde 2015 em termos de produção. O aumento das atividades se deve à forte alta das exportações, mas também ao mix de produtos, explica Megale: “Houve uma ligeira mudança entre importados e produtos locais: a participação dos importados pelas montadoras caiu dois pontos porcentuais [de 10,3% para 10,1%]”.

Em todos os segmentos houve acréscimo de volumes no período: nos leves, o incremento foi de 23,7%, para 1,21 milhão de unidades, das quais 1,05 milhão de automóveis e 159,9 mil comerciais leves, alta de 25,4% e 13,2%, respectivamente. Nos pesados, a produção de caminhões subiu 15,3%, para 36 mil unidades, e a de ônibus se elevou em quase 8%, para quase 10 mil chassis.

Com isto, o estoque encerrou junho em 222,7 mil veículos, sendo 146,7 mil nas redes de concessionárias e 76 mil nos pátios de montadoras.

“Fechamos em um nível estável de 34, 35 dias [de vendas], considerando a média diária de junho, o que na nossa visão é um nível adequado, mas com as fábricas naturalmente ajustando para manter o ideal, que é de 30 dias”, explica Megale.