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Vendas de veículos leves confirmam alta mais acelerada no ano

Emplacamentos de automóveis e utilitários crescem 8% em 2017
Com menos dias úteis (20), setembro fechou com queda 7,7% na venda mensal de veículos leves em relação a agosto (23 dias), mas a tendência do mercado segue sendo de alta, pois o volume médio diário de emplacamentos de 9.679 unidades no mês passado foi 6% maior do que os 9.124 do período anterior. A comparação com setembro de 2016 é bem melhor, com significativa expansão de 25% nos licenciamentos. O resultado confirma o crescimento anual do segmento, com 1,57 milhão de emplacamentos de automóveis e utilitários nos nove primeiros meses de 2017, que representam aumento de 7,86% sobre o mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados na terça-feira, 3, pela associação dos concessionários, a Fenabrave, com base nos dados do Renavam.

Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, avalia que o resultado de setembro confirmou a melhora esperada do mercado de veículos, que vem se consolidando nos últimos meses. “Apesar da queda mensal em setembro contra agosto, a média diária dos emplacamentos foi superior. Esse movimento de alta nas vendas diárias é reflexo de fatores positivos como a redução da taxa de juros, dos índices de desemprego e da inadimplência. Juntos, esses fatores atuaram positivamente na intenção de compra do consumidor”, diz.

Assumpção Jr. destaca ainda a expansão do crédito acima de 8%. “No início do ano, de cada 10 pedidos de aprovação de financiamento (para compra de automóveis e comerciais leves), apenas três eram aprovados. Esse índice já subiu agora para 3,4 a cada 10 fichas. É bom, mas mostra que ainda há bastante espaço para crescer”, pondera.

ALTA MAIOR NOS AUTOMÓVEIS

A puxada maior nas vendas continua sendo segmento de veículos de passeio, o maior do mercado. De janeiro a setembro foram emplacados 1,35 milhão de carros, o que significa alta de quase 9% sobre os mesmos meses de 2016. Na comparação mensal, de setembro contra o mesmo mês do ano passado, o crescimento anotado foi de expressivos 28%, com 181 mil emplacamentos de automóveis.

No segmento de utilitários a expansão é bem menor, de apenas 1,6% no ano de janeiro a setembro, com 225,3 mil emplacamentos de picapes, vans e furgões. No mês passado os licenciamentos de comerciais leves somaram 29 mil, em crescimento de 6,6% na comparação com setembro de 2016.

Retomada da produção nas montadoras gera efeito cascata

A indústria automobilística reflete os sinais de reaquecimento da economia e o trabalho nas montadoras favorece a retomada do crescimento em toda cadeia produtiva.

O ritmo de atividade nas fábricas de autopeças não para de aumentar desde março, mas o que dita a velocidade das engrenagens das maquinas é uma outra indústria, a de veículos.

Embaladas pelos últimos bons resultados da economia, as montadoras já esperam fechar o ano com o crescimento de mais de 25,2% na produção. Por causa da extensão da sua cadeia produtiva, quando a indústria retoma o movimento crescente as fabricas de peças também precisam acelerar as máquinas.

O sindicato da categoria já anunciou que será necessário contratar mais operários para atender a demanda.

Se as fabricas estão produzindo mais, as lojas de autopeças vão a reboque. Vinicius Dias, comerciante do setor de autopeças, afirma que com a melhora no mercado de trabalho muitos consumidores se sentiram mais confiantes para fazer a manutenção do carro que havia sido adiada.

“As pessoas começam a investir em coisas que podem trazer um prejuízo maior lá na frente, ou seja, arrumar carro é uma das coisas muito importantes em relação a isso. Isso acontece por que elas perdem o medo de perder a renda ou de perder o emprego.”

Marcelo Gabriel, pesquisador do mercado automobilístico, confirma o efeito multiplicador das vendas de veículos nas concessionárias nos últimos meses e diz que esse impacto deve se espalhar ainda mais pela economia.

“A gente pode esperar um movimento mais positivo, porque a indústria automotiva é uma indústria que participa muito fortemente do PIB nacional e traz atrás dela uma série de outros fabricantes. A gente vai poder anotar inclusive um aumento no emprego nesse setor.”

O reaquecimento da economia favorece a retomada do crescimento em toda a cadeia produtiva das indústrias automobilísticas. Fábricas de autopeças, empresas que fornecem peças para a reposição, comércios no setor, trabalhadores da área e consumidores comemoram. Teremos um novo horizonte para 2018?

Fonte: Uol

Semestre ótimo para Autopeças

Em uma macrovisão, os fabricantes de autopeças registraram um aumento de 16,3% em seu faturamento, comparando ao primeiro semestre do ano passado.

Um crescimento na produção de veículos também foi registrado e pode se dizer que ocorreu devido ao aumento nas exportações, favorecendo os fornecedores da indústria local.

As industrias de autopeças registraram uma estabilização na utilização de sua capacidade instalada de 66% em maio e junho, o melhor índice em dois anos, isso se deu graças ao aumento de 33% nas vendas obtidas das montadoras em relação ao mesmo período do ano passado.

Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

semestre ótimo para autopeças

As exportações registraram um déficit de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado quando calculado em reais, porém um crescimento de 5,1% quando aferido em dólares.  E ainda, desde de setembro do ano passado, o faturamento das exportações se encontram à frente do seguimento de reposição, em relação ao setor de autopeças.

Já o mercado de reposição, registrou uma pequena baixa de 2,2% em suas vendas, que podemos atribuir ao crescimento abundante obtido no ano de 2016.

Em suma, podemos considerar que até então o ano de 2017 tem sido um ano de crescimento, para toda a cadeia automotiva, considerando que estamos nos recuperando do que foi uma drástica crise.

Na Argentina fabricantes são cobrados por descompasso do acordo automotivo

O governo argentino decretou que as fabricantes de veículos devem pagar multa sobre o excesso além do limite de importação estabelecido no acordo automotivo com o Brasil. A multa já chega a mais de US$ 600 milhões.

A resolução que determina o pagamento, em vigência desde 21 de julho, foi a manobra do governo para garantir o pagamento desse excedente.

Pelo acordo automotivo esse ajuste de contas deveria ser realizado ao fim do tratado, em 2020.

O que está em discussão é o coeficiente do intercâmbio comercial, o flex, fórmula acordada com o Brasil que tem vigência de cinco anos e estabelece que para cada US$ 1 que a Argentina exporta ao mercado brasileiro em veículos e autopeças ela pode importar US$ 1,50 livre de imposto. Segundo o Observatório de Políticas Públicas da Undav, Universidade Federal de Avellaneda, a dívida das empresas, em maio, era de US$ 600 milhões, valor que, hoje, é maior por causa do fluxo cambial e do volume de compras que superaram 52 mil veículos.

Segundo Gonzalo Dalmasso, especialista do setor automotivo da consultoria argentina Abeceb, o governo teme que as fabricantes descumpram o acordo e que as multas gerem batalhas judiciais: “As empresas dizem que o acordo não levou em consideração oscilações dos mercados a ponto de desbalancear o comércio de veículos nos países”.

O Observatório de Políticas Públicas da Undav considerou que “o incremento das vendas de veículos aconteceu, em maior medida, sobre as unidades do segmento de maior valor agregado e, por sua vez, ganharam prevalência as unidades importadas do Brasil em detrimento daquelas produzidas localmente”.

As exportações do setor automotivo argentino no primeiro quadrimestre do ano alcançaram US$ 1 bilhão 559 milhões, e as importações chegaram a US$ 3 bilhões 389 milhões. Essa corrente de comércio resultou em déficit comercial de US$ 1 bilhão 830 milhões.

A balança comercial deficitária se explica pelo aumento nas importações, de 37,3% no período. Já as exportações cresceram 4,4% de janeiro a abril. O estudo assinalou que, por falta de controle e de políticas de abertura comercial, as empresas importadoras excederam em 240% a cota estabelecida no acordo automotivo com o Brasil. Segundo o levantamento as importações do complexo automotivo no primeiro trimestre apontaram aumento de quase 40% com relação ao mesmo período de 2016. No entanto no mesmo período a produção local caiu pela segunda vez, consecutivamente.

A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo e os embarques seguem aumentando em função da alta demanda argentina. Os licenciamentos no país devem alcançar mais de 900 mil unidades este ano. Em junho, de acordo com dados do MDIC, o Brasil enviou aos vizinhos 52 mil 750 veículos – contra 37 mil 275 em junho do ano passado.

Boletim AutoData – Internacional – 01/08/2017 – Pág. 6 e 7

 

Fonte: Fenabrave

Produção de veículos crescerá 21,5% no ano, prevê Anfavea

Montadoras elevam projeção impulsionada por alta das exportações

Com as exportações de veículos beirando volume próximo ao recorde do setor, a produção de veículos também deverá elevar seus volumes no ano, o que levou a Anfavea a revisar as projeções de desempenho. Se antes as fabricantes trabalhavam com número de 2,41 milhões de unidades, considerando leves e pesados, conforme previsão divulgada em janeiro, o que representava crescimento de 11,9%, desta vez as montadoras apostam na entrega de 2,61 milhões, uma alta de 21,5% sobre o volume de 2,15 milhões do ano anterior.

“É um crescimento importante puxado naturalmente pelas exportações”, indica o presidente da Anfavea, Antonio Megale, na quinta-feira, 6, durante a apresentação do balanço do setor referente ao primeiro semestre.

Contudo, o volume de produção esperado para o ano não deverá despertar o que se poderia chamar de reação da indústria. Isto porque a capacidade instalada no Brasil beira os 5 milhões de unidades por ano, significando que hoje as montadoras trabalham com apenas metade de sua força de trabalho, resultando em 50% de ociosidade, sendo que para o setor de caminhões, este nível está em 80% “Ainda há um longo caminho a percorrer para chegar a níveis razoáveis [de ociosidade], que deve ser de 15%”, analisa.

Para o executivo, com esta nova previsão, a ociosidade deve baixar de 50% para 40% no fechamento do ano. Ele explica ainda que apesar das exportações estarem em alta, elas representam 30% da produção, sendo o mercado interno responsável pelo restante. “Embora o mercado tenha apresentado o primeiro sinal de reação, é um crescimento muito pequeno para reverter o quadro de alta ociosidade”, comenta.

Também por causa disso a indústria não espera elevar as contratações para dar conta das exportações, devendo apenas chamar de volta os trabalhadores afastados pelo PSE (Programa Seguro Emprego), o antigo PPE. Segundo a Anfavea, o setor encerrou junho com 9.754 pessoas no PSE e 2.788 em layoff, um total de 12.542 afastados. O setor contabiliza atualmente 121,6 mil empregados, 0,3% a menos do que em maio, revelando alguns ajustes. “Algumas empresas dispensaram, outras contrataram, com saldo de menos 300 postos de trabalho, mas este é um nível que julgamos adequado”, avalia Megale.

DESEMPENHO NO SEMESTRE

Ao longo dos primeiros seis meses do ano, as linhas de montagem entregaram pouco mais de 1,26 milhão de veículos, na soma de leves e pesados, volume 23,3% superior ao de mesmo período do ano passado. Este foi o melhor primeiro semestre desde 2015 em termos de produção. O aumento das atividades se deve à forte alta das exportações, mas também ao mix de produtos, explica Megale: “Houve uma ligeira mudança entre importados e produtos locais: a participação dos importados pelas montadoras caiu dois pontos porcentuais [de 10,3% para 10,1%]”.

Em todos os segmentos houve acréscimo de volumes no período: nos leves, o incremento foi de 23,7%, para 1,21 milhão de unidades, das quais 1,05 milhão de automóveis e 159,9 mil comerciais leves, alta de 25,4% e 13,2%, respectivamente. Nos pesados, a produção de caminhões subiu 15,3%, para 36 mil unidades, e a de ônibus se elevou em quase 8%, para quase 10 mil chassis.

Com isto, o estoque encerrou junho em 222,7 mil veículos, sendo 146,7 mil nas redes de concessionárias e 76 mil nos pátios de montadoras.

“Fechamos em um nível estável de 34, 35 dias [de vendas], considerando a média diária de junho, o que na nossa visão é um nível adequado, mas com as fábricas naturalmente ajustando para manter o ideal, que é de 30 dias”, explica Megale.

Vendas no setor automotivo aumentam no mês de maio

As vendas no setor automotivo aumentaram. Finalmente, depois de um longo período crítico, a comercialização de veículos novos no mês de maio cresceu e representou um aumento de 17% em relação ao mesmo período no ano passado. GM e Volkswagen seguem no ranking das montadoras mais procuradas na hora de fechar um negócio com um veículo zero km. Dados são da Fenabrave.

Onix continua como líder de vendas com mais de 15 mil unidades comercializadas. Compacto da Chevrolet parte dos R$ 47 mil com motores 1.0 e 1.4 – GM/Divulgação

O Chevrolet Onix continua como líder de vendas. Ao todo, foram mais de 15 mil veículos comercializados. O hatch foi pioneiro no sistema de entretenimento com tela sensível ao toque. Comercializado com opções de motores 1.0 e 1.4, o valor do compacto da Chevrolet parte dos R$ 47 mil. Em tempo, o veículo foi o mais procurado em 15 dos 27 estados da Federação.

Em segundo lugar vem a Ford com o Ka. No mês de maio, a montadora conseguiu emplacar cerca de nove mil unidades do hatch de entrada. O Ka é vendido nas opções com propulsores 1.0 e 1.5, partindo sempre dos R$ 45 mil.
O ranking segue com o Hyundai HB20 em terceiro, Renault Sandero em quarto e Volkswagen Gol em quinto. O curioso é que o Uno e o Mobi disputam, respectivamente, o oitavo e nono lugares dos mais vendidos. A diferença entre os dois carros é de apenas 188 unidades do Uno, em outras palavras, foram 5.482 modelos do Uno vendidos e 5.294 unidades do Mobi. Números que indagam o porquê da Fiat investir em dois veículos do mesmo segmento, que acabam sendo “concorrentes entre si”.

Entre os sedãs, o destaque fica por conta do Corolla, com mais de cinco mil veículos vendidos – Toyota/Divulgação

No segmento dos sedãs, a Toyota lidera com o Corolla, com mais de cinco mil unidades vendidas. O veículo é comercializado no Brasil com preços que partem dos R$ 95 mil. Opções de motores são o 1.8 e o 2.0. Em seguida, mas com uma grande diferença do número de vendas, está o Honda Civic, com pouco mais de 2.600 unidades comercializadas no mês de maio. Chevrolet Cruze e Volkswagen Jetta fecham o ranking dos cinco mais procurados pelos motoristas brasileiros no último mês.
Diferente dos meses anteriores, a Fenabrave também divulgou o pódio dos mais vendidos em cada estado do Brasil. Em Pernambuco, o Onix segue consagrado como o mais querido, foram 600 unidades comercializadas. Seguido do Hyundai HB20, com 319 veículos novos vendidos, Volkswagen Gol, com 301 unidades, Chevrolet Prisma, que vendeu 280 vezes e Toyota Hilux com 229 modelos novos emplacados.
Fonte: Vrum

Produção de veículos cresce além das expectativas

Enquanto o mercado começa a dar os primeiros sinais de uma recuperação, a produção de veículos já acumula números vistosos. De janeiro a maio saíram as fábricas brasileiras 1,03 milhão de unidades, entre leves e pesados, com aumento substancial de 23,4% na comparação com intervalo equivalente de 2016. O resultado foi divulgado pela Anfavea, associação que representa os fabricantes do setor, na terça-feira, 6. A entidade avalia que o resultado é consistente e, portanto, pretende revisar para cima a projeção de que seriam produzidos 2,41 milhões de veículos em 2017.

“O viés é claramente de crescimento, mas dependendo do quadro político, pode ser mais ou menos positivo”, diz Antonio Megale, presidente da organização. Ele defende que é precipitado revisar as expectativas justamente neste momento e aponta que o melhor é esperar o cenário se definir para traçar novo panorama. O volume de produção isolado de maio também foi positivo. Com 237 mil unidades, a evolução foi de 25,1% sobre abril e ainda de 33,8% na comparação com maio do ano passado. Segundo a Anfavea, foi o melhor resultado para o mês desde 2014.

Com o mercado interno ainda combalido, o principal impulso para a produção de veículos veio das exportações, que cresceram expressivos 61,8% nos cinco primeiros meses de 2017 com relação comercial mais intensa com países da América Latina. As montadoras de veículos leves se saíram melhor de janeiro a maio, com crescimento de 23,9%, para 1 milhão de unidades. Enquanto isso, a produção de caminhões avançou 13,9% e a de ônibus, 4,3%.

OCIOSIDADE ALTA, MAS COM ESTOQUES CONTROLADOS

Ainda que os volumes estejam em expansão, a Anfavea alerta que as fábricas brasileiras seguem com a capacidade produtiva bastante ociosa, perto de 50%, índice que é ainda maior entre as fabricantes de veículos pesados, beirando os 80%. O nível de emprego também permanece contraído e acumulou redução de 5,1% este ano na comparação com 2016, com leve alta em maio, para 121,4 mil pessoas trabalhando nas montadoras. “É o mesmo patamar de 2009”, diz Megale, apontando que as contratações recentes são de empresas que firmaram contratos importantes de exportações, como a Scania.

Do total de funcionários das fabricantes de veículos, 10,8 mil deles seguem afastados em acordos de suspensão temporária do contrato de trabalho (layoff) ou pelo Programa de Sustentação do Emprego (PSE). “A produção está crescendo, mas ainda não demos um salto de ocupação, com turnos novos nas fábricas. As empresas só tomam este tipo de decisão quando têm certeza”, esclarece o presidente da Anfavea.

Se a ociosidade segue elevada, as montadoras conseguiram equacionar outro problema importante: o nível de estoques. Com 214,4 mil veículos armazenados nos pátios das concessionárias e das fábricas, o patamar parece ter se estabilizado em 33 dias, o que Megale considera adequado diante da vasta gama de marcas e modelos oferecidos no mercado nacional. “O agravamento da crise traz incertezas, o que afeta investimentos e o emprego. A solução tem que vir logo. Nós, ao lado de outros agentes econômicos, estamos trabalhando normalmente e fazendo a nossa parte”, conclui o executivo.

 

Fonte: Automotive Business

Venda de veículos volta ao azul

venda de veículos volta a registrar crescimento após três anos consecutivos de queda nas vendas. Entre janeiro e maio, os emplacamentos alcançaram as 802,2 mil unidades, considerando apenas o segmento leve, que inclui automóveis e comerciais leves. Este volume ficou 2,24% acima do resultado de mesmo período do ano passado, quando os licenciamentos não passaram de 784,7 mil veículos, de acordo com os dados divulgados na quinta-feira, 1º, pela Fenabrave, que reúne o setor de distribuição.

O segmento leve vinha registrando índices negativos cada vez menores. Desta vez, no comparativo mensal, de maio contra abril, as vendas cresceram 24,7%, para 190,1 mil unidades. Segundo a entidade, a média diária de vendas aumentou 2,1% em maio, passando de 8.465 para 8.642 unidades. Além disso, o bom resultado do mês passado também se deve ao maior número de dias úteis: em maio foram 22, quatro a mais do que abril. “Se mantivermos este volume de crescimento nas vendas diárias, encerraremos 2017 com o crescimento de 2,04% nas vendas destes segmentos”, afirma em nota o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior. O índice também é positivo quando se compara o desempenho de maio deste ano com igual mês de 2016, que resulta em alta de 17,2%. Para Assumpção Júnior, alguns fatores na economia começam a ter efeito sobre a confiança do empresariado e do consumidor: “A economia voltou a crescer após oito trimestres seguidos de queda”, comenta o executivo ao se referir ao leve aumento de 1% do PIB no primeiro trimestre em comparação com o último de 2016, também divulgado nesta quinta-feira. “O agronegócio teve grande contribuição para este resultado, com avanço de 13,4%, assim como a indústria, que cresceu 0,9% no período. Esses indicadores positivos refletem diretamente em nosso setor, pois ampliam a confiança do consumidor e de empresários em investir nos produtos que vendemos”. Para ele, como resultado desses índices, o setor de veículos começa a demonstrar certa reação, que já era esperada pela entidade. Contudo, a Fenabrave preferiu manter as projeções para o ano, cujos índices foram divulgados em janeiro. Para automóveis e comerciais leves, a previsão é de que as vendas de 2017 superem as do ano passado em 2,04%, para 2,03 milhões de emplacamentos.

Fonte: Automotive Business

Empresas automotivas buscam a digitalização do trabalho

Fernando Aguirre, da KPMG, diz que a transformação dos próximos três anos será maior que a dos últimos 50 anos

As empresas precisam se preparar para um nova consequência da atual revolução industrial: a digitalização do trabalho. Quem avisa é Fernando Aguirre, sócio-diretor da KPMG e um dos palestrantes do V Fórum RH na Indústria Automobilística. “Comecei a falar disso há uns três anos e parecia algo muito distante. Agora as companhias já começam a me procurar para se adaptar a este novo cenário”, diz. Segundo ele, as transformações motivadas pela tecnologia previstas para os próximos 10 anos devem superar a evolução registrada nos últimos 50 anos.

O especialista aponta que o trabalho digital combina soluções como big data, cloud computing, machine learning e inteligência cognitiva, que permitem que máquinas e computadores se aprimorem e tomem atitudes para resolver problemas. Ele cita o exemplo da plataforma Watson, da IBM, que vem sendo empregada nas mais variadas áreas, como direito, medicina e planejamento estratégico. “É a automatização de atividades que não precisam ser repetitivas, com o software ganhando espaço em funções analíticas. O Watson tem um banco de dados maior do que um ser humano e, portanto, é capaz de tomar decisões melhores em algumas situações”, conta.

Segundo o consultor, a digitalização do trabalho passa por três níveis. O primeiro é de automação simples, em que máquinas são programadas para cumprir determinada função. No nível dois o robô pode, por exemplo, ler um e-mail que alerta para um erro em um processo e tomar uma decisão a partir das informações contidas nele, corrigindo o problema. O nível três é o mais complexo, com computação cognitiva que permite ao sistema entender a linguagem plenamente e aprender a partir do processo. “Nós mesmos da KPMG estamos empregando o Watson em nossos serviços de auditoria”, conta.

Aguirre destaca que atualmente quase 50% das profissões já são afetadas pela tecnologia. “Até 2025 só um terço dos trabalhos que existem hoje continuarão existindo”, diz, citando estudo da McKinsey & Company. Aguirre aponta que essa transformação impacta todas as áreas da economia, incluindo o setor automotivo. “Estamos falando das mais diversas áreas, não só da automação das fábricas”, enfatiza, citando os departamentos jurídico e de finanças como exemplo.

EVOLUÇÃO JÁ COMEÇOU NO SETOR AUTOMOTIVO

Entre as vantagens da digitalização do trabalho, Aguirre cita a o aumento da qualidade, e a possibilidade de tirar as pessoas de funções consideradas chatas, além da redução de custos. “Robô não tira férias, não fica doente e nem tem licença-maternidade.” A Caoa está entre as empresas do setor automotivo que já atentaram para estas vantagens. “Já venho conversando a respeito com o sindicato da região onde está instalada a nossa fábrica, em Anápolis. É um caminho que teremos de seguir para garantir competitividade”, aponta Ivan Witt, diretor de recursos humanos e de compras da companhia.

Ele conta que tem tratado o assunto com total transparência com a entidade. “É preciso educar as pessoas para que elas se deem conta do desafio tecnológico que é a automação”, diz. Segundo ele, o empenho não está só na mudança da estrutura fabril, mas também no varejo. O Grupo Caoa tem 160 concessionárias espalhadas pelo Brasil e precisa acompanhar a digitalização deste modelo de negócio também, acredita. “É um ambiente muito dinâmico”.

Aguirre concorda que a transformação precisa acontecer em várias frentes de forma simultânea. “No nosso estudo GAES 2017, quase 50% dos entrevistados disseram que comprariam um carro autônomo de uma empresa do Vale do Silício. Isso quer dizer que estas companhias conhecem bem o consumidor e têm tratado ele da forma correta. É um modelo que as montadoras precisam buscar: vocês querem ser companhias focadas em ativos ou em fluxo de informação, com mais agilidade”, questiona, destacando que a desmaterialização é um caminho promissor.

FUNCIONÁRIOS TAMBÉM QUEREM EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

Estudo da Deloitte feito globalmente com 10 mil pessoas mostra que as empresas ainda levam tempo demais para aderir às tecnologias mais recentes. “Primeiro chegam as novas ferramentas, depois as pessoas começam a usá-las e só mais tarde as empresas conseguem empregar estes recursos internamente, de forma bem mais lenta”, avalia Roberta Yoshida, sócia-líder da área de human capital.

Ela diz que as empresas precisam reduzir o abismo de adoção de novas tecnologias para tornar a gestão de pessoas mais eficiente. No levantamento da consultoria, 94% dos respondentes disseram que agilidade e colaboração são aspectos essenciais para as empresas. A questão é que só 6% dos entrevistados disseram que a companhia em que trabalham é ágil. “A área de RH precisa parar de reagir à mudança e passar a provocar a mudança”, defende.

Roberta conta que a pesquisa da Deloitte indicou as principais tendências para a gestão de pessoas. A primeira delas, diz, é a necessidade de construir organizações do futuro, com mais agilidade e capacidade de resposta. Em seguida aparece o esforço na aquisição de talentos, seguido da melhoria da experiência do funcionário – tendência muito forte no Brasil, destaca.

Fonte: Software QualityManager

IATF 16949:2016 – Mentalidade de Riscos

A mentalidade de riscos é um dos fundamentos base na IATF-16949, assim como acontece na ISO 9001:2015. Neste caso, a intenção é substituir o conceito de ações preventivas pela mentalidade de riscos, objetivando não somente a minimização da ocorrência de falhas, mas sim, orientar o pensamento dos envolvidos para uma cultura de prevenção e não a criação de um processo descrito através de procedimentos. Na IATF 16949, foi acrescentada uma série de requisitos específicos relacionados com o risco, visando minimizar a probabilidade de falha durante o desenvolvimento e maximizar a realização potencial das atividades planejadas durante o programa.

Estes requisitos são resultado das melhores práticas da indústria, e destinadas a trazer mais estabilidade às organizações, através da identificação e mitigação dos riscos. É importante salientar o envolvimento da alta gerência neste processo, para que a mudança cultural possa ser difundida entre todas as rotinas da empresa. Dentro deste escopo, as responsabilidades incluem:

  • Realização de análises de planejamento de contingência
  • Identificação e suporte de proprietários de processos (Donos do processo)
  • Participação no processo de escalonamento relacionado à segurança do produto
  • Garantir a consecução das metas de desempenho dos clientes e dos objetivos de qualidade
  • Implementar iniciativas de responsabilidade corporativa (Política de denúncia de irregularidades)

IATF 16949A IATF 16949 exige que “as organizações assegurem a conformidade de todos os produtos e processos, incluindo peças de serviço e aqueles que são terceirizados”. Ou seja, a organização é responsável, em última instância, sobre qualquer ocorrência dentro do processo, independentemente de qual foi o ponto de origem da possível falha. Por isso, mais do que nunca é preciso que a organização estabeleça métodos que possam mitigar o risco de não conformidades, desde o início de sua cadeia de suprimentos.

Um fator que pode contribuir para o aumento da confiabilidade ao longo da cadeia produtiva é a utilização de ferramentas informatizadas, sistemas de gestão que possam diminuir as distâncias e melhorar a comunicação dos envolvidos entre os pontos chave do processo. O QualityManager® é uma alternativa interessante neste quesito, por ser uma ferramenta de gestão voltada ao processo automotivo, que auxilia aos envolvidos na obtenção de uma mentalidade de prevenção de riscos e mitigação dos problemas, com alta rastreabilidade e agilidade no acesso das informações.

Para o planejamento do projeto e desenvolvimento, a norma acrescenta controle adicionais para gestão, reforçando sempre o conceito de “equipe multidisciplinar” durante a realização das tarefas, até a conclusão, na aprovação do produto. Além do projeto, a norma também adiciona novos requisitos para abordar especificamente o desenvolvimento de processos de fabricação, que podem ter os mesmos requisitos de produção especificados para o produto. No entanto, os clientes muitas vezes exigem o uso de ferramentas específicas do setor automotivo, como capturar e analisar o risco através de um PFMEA, que pode se tornar um grande aliado das organizações para o conceito de mentalidade de riscos. Essas considerações estão incluídas na IATF 16949 na tentativa de mitigar o risco o quanto antes.


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Fonte: QualityManager®