Controles alternativos no processo … Seu processo está preparado?

IATF 16949 – 8.5.6.1.1: Alteração temporária de controles de processo

Por Vitor Henrique Vaz

Conforme noticiado no segundo semestre do ano passado, a IATF (International Automotive Task Force) 16949 substituiu a ISO TS 16949:2009, e passou a ser obrigatória para a cadeia de produção automotiva. Com a atualização, surgiram novos requisitos, dentre eles o item descrito na seção 8.5.6.1.1: Alteração temporária de controles de processo, que diz:

  • Esta nova exigência de controle temporário de alterações de processo soluciona problemas experimentados pelos clientes OEM da IATF.
  • A organização deve identificar, documentar e manter uma lista de controles de processo que inclua tanto o controle de processo primário (exemplo: driver de porca automatizado) quanto o método de backup aprovado ou métodos alternativos (exemplo: chave de torque manual). A lista deve ser atualizada regularmente para refletir os controles de processo atuais e aprovados.
  • O uso de métodos de controle alternativos é considerado um processo. Portanto, espera-se que a organização gerencie adequadamente essas atividades.

IATF 16949Como o próprio nome diz, esta é uma alteração temporária, mas que pode trazer bons resultados para as empresas que a aplicarem, pois visa aumentar (ainda mais) o controle sobre as possíveis falhas processuais. Segundo a atualização, a organização deve ter uma lista mestra dos controles primários (os que já são utilizados em seus PPAPs/VDAs) e estabelecer controles alternativos para os modos de falha potenciais. Ou seja, de acordo com a norma, deverão ser criados ações de contingência (ou backup), caso o controle primário venha a falhar, por qualquer razão.

O ideal é que ambos os controle possam ser capazes de medir o processo com o mesmo nível de precisão. O acompanhamento desta listra mestra pode ser feito através de seu registro nos PFMEAs, Planos de Controle e Calibração dos sistemas de medição.

Apesar de fazer parte de uma alteração temporária, esta lista pode ser solicitada para validação do cliente, por isso, deve ser elaborada criteriosamente.

A rastreabilidade é outro ponto importante para este requisito, por isso, a organização deverá manter a documentação sobre os controle primários e alternativos atualizada, mostrando a ocorrência da utilização de cada um deles.

Abaixo, listamos algumas práticas que podem ajudar no atendimento deste requisito:

  • Elaborar uma lista de todos os controles do processo, elencando métodos primários e alternativos (de backup) aprovados.
    • -Leve em consideração TODOS os controles realizados – inspeção (visual ou eletrônica), medição (através de dispositivos aprovados), try-out, poka-yoke, etc.
    • -O meio mais recomendado para aprovação dos sistemas de medição e métodos de backups é a realização do MSA, quando aplicável.
  • Utilizar o FMEA como método de documentação e avaliação dos métodos de controle. O uso desta técnica será um meio importante de manter a documentação atualizada e rastreável, baseada no histórico de revisões e lições aprendidas que será construído dentro do FMEA / Plano de controle.
    • FMEA e Plano de Controle são documentos “vivos”, que estão sempre sob atualização constante
    • As ferramentas e índices de avaliação do FMEA podem ser grandes aliados na avaliação dos métodos de controle.
    • A ligação entre FMEA e Plano de Controle deve ser intrínseca, visando a confiabilidade do processo e análise.
  • Estabelecer instruções de trabalho para os operadores, visando facilitar a compreensão de cada metódo de controle utilizado.
    • As IT devem ser baseadas na abordagem utilizada no Plano de Controle.
    • A verificação das operações deve ser frequente, buscando a garantia da implementação correta  e manutenção das ações.

-E vocês, o que acharam desta alteração? Deixem sua opinião sobre a norma.

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-IATF-16949 tem como foco a mentalidade de risco: Prevenir, evitar a ocorrência das não-conformidades.

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