Retomada da produção nas montadoras gera efeito cascata

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A indústria automobilística reflete os sinais de reaquecimento da economia e o trabalho nas montadoras favorece a retomada do crescimento em toda cadeia produtiva.

O ritmo de atividade nas fábricas de autopeças não para de aumentar desde março, mas o que dita a velocidade das engrenagens das maquinas é uma outra indústria, a de veículos.

Embaladas pelos últimos bons resultados da economia, as montadoras já esperam fechar o ano com o crescimento de mais de 25,2% na produção. Por causa da extensão da sua cadeia produtiva, quando a indústria retoma o movimento crescente as fabricas de peças também precisam acelerar as máquinas.

O sindicato da categoria já anunciou que será necessário contratar mais operários para atender a demanda.

Se as fabricas estão produzindo mais, as lojas de autopeças vão a reboque. Vinicius Dias, comerciante do setor de autopeças, afirma que com a melhora no mercado de trabalho muitos consumidores se sentiram mais confiantes para fazer a manutenção do carro que havia sido adiada.

“As pessoas começam a investir em coisas que podem trazer um prejuízo maior lá na frente, ou seja, arrumar carro é uma das coisas muito importantes em relação a isso. Isso acontece por que elas perdem o medo de perder a renda ou de perder o emprego.”

Marcelo Gabriel, pesquisador do mercado automobilístico, confirma o efeito multiplicador das vendas de veículos nas concessionárias nos últimos meses e diz que esse impacto deve se espalhar ainda mais pela economia.

“A gente pode esperar um movimento mais positivo, porque a indústria automotiva é uma indústria que participa muito fortemente do PIB nacional e traz atrás dela uma série de outros fabricantes. A gente vai poder anotar inclusive um aumento no emprego nesse setor.”

O reaquecimento da economia favorece a retomada do crescimento em toda a cadeia produtiva das indústrias automobilísticas. Fábricas de autopeças, empresas que fornecem peças para a reposição, comércios no setor, trabalhadores da área e consumidores comemoram. Teremos um novo horizonte para 2018?

Fonte: Uol

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